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Bolsonaro revela a sua verdadeira face ao Brasil

Publicado em 19/06/2019 às 08h52

Acumulo de derrotas nos principais eixos de sua campanha: homofobia, armas e a “nova” previdência, as manifestações de rua contra os cortes da educação e o cerco a um dos seus principais ministros, Sérgio Moto, devido a vazamento de conversas entre promotores da Lava Jato, além da forma que o presidente conduz a dissipação de aliados, podem estar demarcando o fim do flerte entre Bolsonaro e a democracia

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Bolsonaro e comitiva em evento em Santa Maria (RS) - Foto: Jefferson Botega

Demissões “covardes”

Os ministros militares foram os primeiro a entrar na “boca do jacaré”. Bolsonaro anunciou, na última sexta-feira (14/06), a demissão do terceiro general de seu governo em três dias.

Após serem afastados Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo e Franklimberg Freitas da presidência da Funai, o presidente decidiu exonerar do comando dos correios o general Juarez de Paulo Cunha, segundo Jair Bolsonaro, Cunha "foi ao Congresso e agiu como sindicalista" ao criticar a privatização da estatal e tirar fotos com parlamentares da oposição. 

Sobre o caso do BNDS, até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia não hesitou em expor desgosto com a conduta do ministro da Economia, Paulo Guedes, mostrando indignação com a demissão de Joaquim Levy da presidência do BNDES, “Acho que é uma covardia sem precedentes. Não digo que do presidente, mas de quem nomeou, o ministro que deveria garantir equilíbrio nessas relações”, disparou.

A decisão do STF sobre a criminalização da homofobia também chamou a atenção do presidente. "Com todo respeito, mas decisão do Supremo é completamente equivocada. Além de estar legislando, está aprofundando a luta de classes", disse durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto.

Decreto do amamento é derrubado no Senado

Para completar, na noite do dia 18/06, por 47 votos a 28, o plenário do Senado aprovou o projeto que suspende os efeitos do decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que facilita o porte de armas no país.

O texto segue para análise da Câmara. O tema deverá tramitar em regime de urgência, indo direto para o plenário. Bolsonaro questionado sobre o que faria se fosse derrotado, respondeu nesta terça: “Eu não posso fazer nada. Eu não sou ditador, sou democrata, pô”. O STF ainda deve julgar a proposta do Decreto por ações de inconstitucionalidade do projeto.

A face oculta de Jair Bolsonaro

 

Em evento do Exército em Santa Maria (RS), no dia 15/06, Jair Bolsonaro disse que armar a população pode evitar golpes de Estado.

“Nossa vida tem valor, mas tem algo com muito mais valoroso do que a nossa vida, que é a nossa liberdade. Além das Forças Armadas, defendo o armamento individual (milícias) para o nosso povo, para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de forma absoluta. Temos exemplo na América Latina. Não queremos repeti-los. Confiando no povo, confiando nas Forças Armadas, esse mal cada vez mais se afasta de nós”, falou em pronunciamento.

Como estamos testemunhando na roda da história, Bolsonaro nunca teve perfil democrata. É um homem autoritário, incapaz de ter compreensão da situação que passa os brasileiros com uma recessão batendo á porta, sem ter uma alternativa de políticas de Estado emergenciais de geração de emprego e renda, o próprio PIB do trimestre que se encerra em junho já conta com nova queda.

Se essa análise, que não é somente minha, mas de outros estudiosos da política nacional, será mais uma prova ao nosso sistema democrático, que ainda dorme em berço esplêndido.

 

 

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Raquel Dodge deve ser reconduzida a PGR

Publicado por Reinaldo Araújo em 18/06/2019 às 08h09

As bocas e olhos de Brasília já dão como certa a recondução da procuradora geral da república, Raquel Dodge à PGR. Apesar da disputa acirrada entre 10 candidatos para compor listra tríplice

DODGE

 

O presidente Bolsonaro e a procuradora geral Raquel Dodge - Foto: Daniel Marenco

Raquel Dodge, na última sexta-feira (14/06), disse estar “à disposição” do presidente Jair Bolsonaro para ser reconduzida ao cargo. 

Dodge foi a terceira mais votada da lista tríplice para a sucessão de Rodrigo Janot, mesmo assim foi indicada na época por Michel Temer que ignorou o prestígio do mais votado da lista.

Como funciona a eleição da PGR

A formação da Lista Tríplice iniciou-se em 2001. Em 2003, o então presidente Luís Inácio Lula da Silva passa a reconhecer e prestigiar a escolha dos procuradores da República para o cargo de chefe do órgão.

Podem se candidatar ao cargo membros de carreira do Ministério Público Federal, em atividade e maiores de 35 anos. Os três mais votados compõem uma lista tríplice, organizada por ordem de votação, onde o presidente da república deveria nomear o primeiro.

Cerca de 1.150 procuradores têm direito a voto

Para os procuradores da República, o prestígio da Lista Tríplice é um passo político importante dentro da instituição por conferir caráter democrático à escolha do Procurador-Geral da República.

Raquel Dodge, mesmo não sendo candidata inscrita, é a preferida do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pela cúpula do Centrão e pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Bolsonaro disse que “está esperando a lista”, afinal, time que está ganhando, não se mexe, né?

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