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A Economia de Tailândia-PA segundo o IBGE

Publicado por Reinaldo Araújo em 17/11/2018 às 10h54

Na verdade a resposta para o aquecimento da economia de Tailândia se dá pelo comércio, pelos programas sociais, a agricultura familiar e pelo trabalho informal e não pelos números do IBGE, esses só fazem comprovar que a crise não passou.

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Segundo dados do Pnad-IBGE, no Brasil a  taxa de desocupação (12,1%) no trimestre de junho a agosto de 2018 registrou queda (-0,6 ponto percentual) em relação ao trimestre de março a maio de 2018 (12,7%). Em relação ao mesmo trimestre de 2017 (12,6%), também houve redução (-0,5 p.p.).

Indicador / Período

Jun-jul-ago 2018

Mar-abr-mai 2018

Jun-jul-ago 2017

Taxa de desocupação

12,1%

12,7%

12,6%

Taxa de subutilização

24,4%

24,6%

24,0%

Rendimento real habitual

R$ 2.225

R$ 2.226

R$ 2.196

Variação do rendimento real habitual em relação a:

0,0% (estabilidade)

1,3% (estabilidade)

A população desocupada (12,7 milhões) caiu (-4,0%) em relação ao trimestre anterior (13,2 milhões) e também (-3,1%) quando comparada ao mesmo trimestre do ano anterior, quando havia 13,1 milhões de desocupados.

A taxa de subutilização (24,4%) brasileira no trimestre de junho a agosto de 2018 ficou estável em relação ao trimestre de março a maio de 2018 (24,6%). Em relação ao mesmo trimestre móvel de 2017 (24,0%), houve alta (0,4 %.).

Esses dados não servem para comemorar nada, se de 12,7 milhões de desempregos podemos ver algum fator de alegria de um índice de desemprego de 13,2 milhões de brasileiros.

O IBGE maquia números pra dar uma ilusão à população que o Brasil será entregue ao governo eleito em condições. Porém, a própria Reforma Trabalhista provou que para gerar emprego é necessário desenvolvimento. Lei não cria emprego e sim a ação conjunta do povo brasileiro. Nada cai do céu, como os gurus do governo tentam empurrar para nós.

Renda e Emprego em Tailândia, segundo o IBGE

Com 103.634 habitantes até 2017, Tailândia, localizada no nordeste do Pará, registra um salário médio de 2,1 salários mínimos formais (IBGE, 2016), com 10.290 pessoas ocupadas, o que representa 10,3% da população, com uma média de rendimento nominal mensal per capita de até meio salário mínimo de 48,1% dos moradores do município.

FATORES

ÍNDICES

Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]

2,1 salários mínimos

Pessoal ocupado [2016]

10.290 pessoas

População ocupada [2016]

10,3 %

Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]

48,1

Fonte: IBGE

A Economia em Tailândia, segundo o IBGE

O descenso dos números relacionados a Renda e Emprego apresentados pelo IBGE (2016), destoam se comparados ao Produto Interno Bruto (PIB) de Tailândia, que em 2015 foi de R$ 8.158,12 per capita, ou seja, um “avanço” na economia municipal, que ainda apresenta um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,588, nesse índice, quanto mais longe do 1 mais desenvolvimento humano existe, a média brasileira é de 0,755, e estaria entre os 75 países do mundo se não fosse a gigantesca desigualdade social, que constata o município de Tailândia, através dos números do IBGE..

Como pode um município que possui 48% de sua população recebendo meio salário mínimo por mês e ter um IDH tão promíscuo e um PIB avassalador? Eu pergunto: para onde foi essa riqueza?

FATORES

ÍNDICES

PIB per capita [2015]

8.159,12 R$

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]

0.588

Fonte: IBGE

Tailândia do mundo real

Atualmente, em Tailândia, a economia municipal sobrevive sobretudo em função do forte comércio que tem como seus clientes funcionários públicos municipais, funcionários de indústrias como a Agropalma, Belém Bio Energia e outras, além dos pequenos produtores que trazem seus produtos para negociar na cidade, aposentados, que representam uma fonte de aquecimento mensal da economia de R$ 5.097.666,44, e a Bolsa Família, que atende 9.064 beneficiados somente em Tailândia.

Há de compreender também que entre os 24% de trabalhadores subutilizados está o trabalho informal, que contribui para rodar a economia municipal, seja pela venda de churrasquinhos ou pastéis nas ruas da cidade.

Então, como foi comprovado acima, não existe palavra mágica, o comércio, os programas sociais, a agricultura familiar e os trabalhadores informais são a resposta para o aquecimento da economia municipal nos últimos anos e não os números "maravilhosos" do IBGE, que não explicam muita coisa. A economia se faz com o duro trabalho desse povo. Para o Povo não existe crise.    

 

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O Programa Mais Médicos e o impacto em Tailândia-PA

Publicado por Reinaldo Araújo em 16/11/2018 às 16h20

Com a saída dos médicos cubanos, Tailândia sofre o impacto de 40% desse atendimento, ou seja, tira médicos de locais onde a elite médica brasileira não costuma ir

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Ao aceitar a retirada de médicos cubanos do Programa Mais Médicos, o presidente eleito, antes da posse, já cria um grande problema de saúde pública no Brasil. Dos 16 mil que participam do Mais Médicos, pouco mais da metade dos profissionais, 8,47 mil, são cubanos

De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a saída de cubanos do Mais Médicos afetará 28 milhões de pessoas. Dos 1.575 municípios que possuem somente médicos cubanos no programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes.

No Pará, são 542 médicos cubanos para 122 municípios, ou 4,4 médicos por cada cidade paraense coberta. Em Tailândia, no Estado do Pará, os profissionais do Mais Médicos no município são 3 médicos de Cuba, juntamente com mais quatro brasileiros, pois no Mais Médicos não atua somente cubanos, totalizando 7 médicos no programa.

Então, Tailândia está acima da média, mas com a perda de 3, sofrerá um impacto de 40% do total do Mais Médicos, ou uma perda considerável já que esses profissionais possuem especialização em saúde pública e vão até onde a elite médica brasileira não costuma ir, no caso grandes distância em carros ou embarcações, locais onde a malária, hanseníase, leishmaniose e demais doenças ainda não foram erradicadas.

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