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Bolsonaro, a retórica e as pedras na boca

Publicado por Reinaldo Araújo em 14/11/2018 às 09h22

"Bolsonaro fala uma coisa de manhã, de tarde corre para as redes sociais e à noite já muda de ideia e fala outra coisa, parece a Esfinge e seu dilema, decifra-me ou te devorarei"

O Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil, sem dúvida nenhuma é um personagem controvertido, que após o atentando que sofreu em Juiz de Fora (MG), passou praticamente o segundo turno da eleição em silêncio.

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Lembro que alguns analistas diziam antes das eleições que se Bolsonaro começasse a abrir a boca, junto seria aberto um abismo que o engoliria, mas isso não aconteceu, porque ele se calou.

Já como presidente eleito, no processo de transição tem roubado a cena com suas idas e voltas. Disse que ia fundir os Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, voltou atrás; corrigiu seu “superministro” quando esse usou o termo “prensa” ao invés de “convencimento”, sobre a votação da Reforma da Previdência; tropeçou em suas botinas ao dizer que mudaria a Embaixada Brasileira no Oriente Médio para Jerusalém e ao elogiar tranquilamente o governo de Michel Temer, “...nem tudo no governo Temer é ruim”.

A mais recente foi a questão do Ministério do Trabalho: “o ministério do trabalho vai ser incorporado a algum ministério”, essa semana confirmou que vai manter a pasta do Trabalho com status de ministério. Com essa mesma decisão, voltou a atrás em transferir para a Ciência e Tecnologia a Secretaria de Ensino Superior, que continuará no MEC.

Sobre a Previdência, disse quegostaria de ver 'alguma coisa' aprovada ainda neste ano”, agora já afirma que “...dificilmente reforma da Previdência será aprovada neste ano”. Puts!

A retórica e as pedras na boca

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Pois é, na Antiguidade, principalmente na Grécia, a retórica foi uma das bases da educação de jovens, e durante a Idade Média, era ensinada nas universidades, fazendo parte das três artes liberais, juntamente com a lógica e a gramática.

Retórica é uma palavra com origem no termo grego rhetorike, que significa a arte de falar bem, de se comunicar de forma clara e conseguir transmitir ideias com convicção.

O presidente eleito é mestre da controvérsia, como já havia chamado atenção para isso, o jornalista Carlos Mendes, em seu programa “Linha de Tiro”, “Bolsonaro fala uma coisa de manhã, de tarde corre para as redes sociais e à noite já muda de ideia e fala outra coisa, parece a Esfinge e seu dilema, decifra-me ou te devorarei”.

Para muitos parece perseguição de historiador e jornalista, mas a gente tem que ler a História para entender esse mundo louco que vivemos, Demóstenes foi considerado o maior orador da Grécia, e para provar que a retórica é uma prática e por isso pode ser aperfeiçoada, Demóstenes teve que superar a sua gagueira. Para isso, a história conta que uma das suas atividades era fazer discursos com pedras na boca.

Então, as idas e voltas de Bolsonaro estão explicadas.

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Eleição da Alepa apresenta: o Palco das Vaidades

Publicado por Reinaldo Araújo em 11/11/2018 às 16h41

Enquanto a pessoa vaidosa for elogiada e enquanto houver uma plateia aplaudindo sua aparência, seus atos, suas palavras e toda e qualquer coisa que venha dela, tudo estará bem. Pois é isso que ela quer e até acredita que precisa.

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Todos querem ser presidentes da Alepa, bastou ser próximo do governador eleito, já está cotado, mas não é bem assim. Hélder Barbalho já tem o seu candidato, mas o palco das vaidades não se cansa de entrar em cena.

Os primeiro nomes dos candidatos ao papel principal foram os deputados reeleitos, Iran Lima e Chicão, políticos de confiança dos Barbalhos com várias participações especiais no horário nobre.

Outros dois nomes a protagonistas da série, surgiram logo na semana seguinte, foi o do deputado e ex-presidente da AMUT, Eraldo Pimenta e depois do deputado Chamonzinho, celebridades em suas bases municipais, bem cotados para o papel.

Chegou até ser cogitado o nome do Dr. Daniel (PSDB), que veio a somar com os mocinhos do episódio final passado, com o currículo de deputado estadual mais votado e primeiro de Ananindeua a dar os braços a Hélder no município durante o segundo turno.

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Por último, até agora, surge um veterano de papeis emocionantes, o deputado Martinho Carmona que tem experiência no legislativo estadual e já presidiu a casa.

Então, todos nas suas bases de apoio têm liderança e são respeitados. Cada um tem a sua história e por isso, queiram uns, não queriam outros, estão na disputa e devem a consideração por isso.

Aparecerão outros nomes, mas o certo é que apesar das sondagens, o diretor-geral, Hélder Barbalho, é quem vai dar a batida na claquete, pois já tem o seu presidente, e para saber quem é só esperar o dia da eleição, compre a pipoca e seu ingresso com antecedência nas redes sociais mais próxima de você.

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