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Governador Helder pode eleger o novo prefeito de Belém

Publicado por Reinaldo Araújo em 19/04/2019 às 16h31

Mais uma vez o nosso amigo e jornalista Henrique Branco nos brinda com mais um material riquíssimo para que possamos nos debruçar em projeções políticas para as eleições municipais que se aproximam em 2020

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Os números apresentados na última pesquisa do Instituto Veritate de Opinião e Mercado e divulgada no Blog do Branco (www.blogdobranco.com), nesta sexta-feira, 19/04, nos dá alguns elementos para criar cenários sobre as eleições municipais e o filé mignon no Pará é a prefeitura da capital, com um orçamento em torno de R$ 3,8 bilhões, é a menina dos olhos das lideranças políticas do Estado.

Edmilson disputaria a eleição de segundo turno com candidato de Helder

Para provocar mesmo, vamos apontar alguns comentários sobre os números da pesquisa do Veritate:

Com relação à pergunta estimulada do instituto, “Se a eleição para Prefeito fosse hoje e estivessem concorrendo estes candidatos… Em quem você votaria?”

Os três nomes mais lembrados foram o do ex-prefeito de Belém e deputado federal Edmilson Rodrigues (Psol), com 26,5%, seguido de longe do delegado e deputado federal Éder Mauro (PSL), com 14,7%, e Ursula Vidal (sem partido), atual secretária de Cultura do governo do Estado, com 10,8% da preferência dos entrevistados.

As chances de Helder bancar um nome para eleger prefeito de Belém é de 51%

Se a eleição de 1º Turno em Belém fosse hoje, Edmilson Rodrigues disputaria a prefeitura de Belém com um candidato apoiado pelo governador Helder. Se somarmos os números dessa simulação de Éder Mauro e Ursula Vidal, teríamos o total de 25,5%. De início de conversa teríamos empate técnico, se um dos dois candidatos passassem para o segundo turno em Belém.

Com rejeição de Bolsonaro em alta na capital, Éder Mauro teria dificuldades de chegar entre os três no primeiro turno

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Desses três nomes, dois fazem parte do arco de aliados do governador Helder Barbalho (MDB), sendo que duas situações podem deixar o delegado Éder Mauro na geladeira. A primeira é que a rejeição ao seu nome é alta.

No quesito rejeição a Prefeitura de Belém, perguntou-se: qual desses… Você mais rejeita para prefeito, não votaria de jeito nenhum? 

A resposta sem dó, nem piedade foi que 33,8% não votariam de jeito nenhum em Simão Jatene, ou nome que poderia apoiar; 13,8% rejeitam o delegado Éder Mauro; Edmilson Rodrigues tem uma rejeição baixa, de 11,8%; e a menor ainda é a de Úrsula Vidal, com 2,2%.

A segunda situação que deixa Éder Mauro no congelador é a avaliação do governo Jair Bolsonaro. Para 73,2% dos belenenses, Bolsonaro é ruim e péssimo, e somente 9% avaliam positivamente o presidente da república.

Números favorecem a vontade de Helder de eleger o prefeito da capital

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O diferencial dessa pesquisa do Instituto Veritate foram os dados sobre avaliação do governo Helder Barbalho em Belém, município em que o eleitorado sempre teve resistência ao nome dos Barbalhos. Para 40,2%, o governo Helder é ótimo e bom, 15% acham ruim ou péssimo, e 40% acham um governo regular.

De acordo com a pesquisa do Instituto Veritate, que entrevistou 600 pessoas, entre 6 e 9 de abril de 2019, se as eleições de 1º Turno em Belém fossem hoje o governador teria grandes possibilidades de levar o seu candidato para 2º Turno e talvez eleger o prefeito de Belém.

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A morte de Jesus como ato político

Publicado por Reinaldo Araújo em 19/04/2019 às 09h12

Ao me deparar com o texto do professor e padre Benedito Ferraro, escrito sob o título “Significado político-teológico da morte de Jesus”, publicado em 1996, no site Vida Pastoral (www.vidapastoral.com.br), mais me convenço que a morte de Jesus Cristo, além do significado religioso, tem um ato político em sua saga.

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O texto do padre Benedito Ferraro nos remete a uma pergunta básica: Quem matou Jesus? Essa pergunta nos propõe a procura das causas históricas da condenação de Jesus à morte na cruz.

Essa preocupação nos leva ao contexto sócio histórico da Palestina do I Século, segundo o pe. Benedito Ferraro, onde Jesus é alguém que tenta enfrentar o processo de opressão e exclusão dominante na sua época, quer por parte dos Romanos, quer por parte da classe dirigente dos Judeus que se aproveitava da situação.

“Não podemos nos esquecer de que tanto Jesus como seus primeiros seguidores são judeus e procuram retomar as raízes do judaísmo, pois sua esperança estava baseada no Deus que libertou o povo do Egito”, afirma Ferraro.

Benedito Ferraro, vai mais além: “A condenação de Jesus à morte, e morte na cruz, é fruto das tramas históricas provenientes do confronto de práticas. A do Império (Romano), da qual também participavam dirigentes do povo Judeu, e a messiânica de Jesus, que era seguida por seus discípulos e posteriormente por seus seguidores, movidos pela fé na ressurreição”.

Então,  no contexto sócio histórico, toda e qualquer pretensão messiânica tinha, na Palestina do I Século, uma significação essencialmente política. Era considerada crime de lesa-majestade e, portanto, passível imediatamente de morte. A repressão dos romanos foi sempre violenta. Os romanos não admitiam absolutamente nenhuma tentativa de mudança. A união de interesses entre romanos e dirigentes judeus acabou por definir a condenação de Jesus.

Em sua pesquisa o pe. Benedito, deixa entrever claramente que a morte de Jesus tem uma dimensão política bem nítida, vejam só, “Começaram a acusação, dizendo:‘Achamos este homem fazendo subversão entre nosso povo, proibindo pagar tributo ao imperador, e afirmando ser ele mesmo o Messias, o Rei’”

A morte de Jesus por execução sob Pôncio Pilatos é mais certa do que qualquer outro fato histórico, pois eliminava um "perigo" tanto para as pretensões romanas, quando para o poder dos sacerdotes judeus. Nesse sentido, essa questão nos coloca na direção da busca do sentido da morte de Jesus. A quem ela interessou?

O próprio Jesus nunca buscou a sua morte, mas a sentiu como consequência de sua prática histórica. Sendo discípulo de João Batista, que havia sido assassinado, não deixaria de compreender que, colocando-se no seu seguimento, certamente teria de enfrentar o mesmo fim.

Certamente Jesus compreende sua morte à luz da tradição do martírio dos profetas. No entanto, são as comunidades que tentam estruturar o sentido da morte de Jesus, para poder ultrapassar o fosso causado pela morte. Aqui trabalha a fé pascal e aponta a vitória da vida sobre a morte, mesmo onde só apareceria fracasso.

Nesse sentido, para Ferraro, as primeiras comunidades cristãs compreendem a morte de Jesus na linha da tradição do martírio dos profetas.

Para o autor, quanto a interpretação da Morte de Jesus como morte do Messias Crucificado, essa interpretação recorre ao Antigo Testamento, para mostrar que a morte de Jesus se insere na trama humana com toda a sua ambiguidade e que Deus nunca abandonou seu Filho.

Claro que, diante das grandes expectativas messiânico-apocalípticas da época, a morte do Messias na cruz era um verdadeiro escândalo. Como compreender o Messias, que deveria vir com poder, acabar torturado, execrado, morto como vil impostor?

Por fim, sobre a Morte de Jesus como expiação e sacrifício, Benedito diz que “há muitos textos do Novo Testamento que apontam para o sentido da morte de Jesus na linha da expiação pelos pecados e do sacrifício para a salvação do gênero humano.

Essa interpretação acabou influenciando os relatos da CeiaJesus é visto como o Justo, o Inocente, que com sua morte estabelece uma nova relação entre o ser humano e Deus.

A sua morte é vista como redentora, expiatória, sacrifical. Alcança o perdão dos pecados e inaugura uma "nova e definitiva aliança de Deus com seu povo".

Então, nesse momento de reflexão precisamos vincular a morte de Jesus as suas causas históricas, pois se não o fazermos estaremos legitimando o sacrifício como algo inevitável. Do mesmo modo, se desvincularmos da Morte de Jesus as questões sociais e econômicas fazendo parte da legitimação lógica e eterna da exclusão, da pobreza, das crianças de rua, da violência, das desigualdades estaremos justificando a exploração do capital sobre o trabalho e aprofundando os problemas sociais da humanidade, acreditando que o sofrimento é uma "coisa normal" entre os filhos de Deus.

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