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Provocando mesmo: Esquerda velha, patética e decadente...

Publicado por Reinaldo Araújo em 12/06/2019 às 08h59

O tempo passa e as coisas mudam mesmo, viu?

No meu tempo de Movimento Estudantil, onde atuei na metade da década de 80 até a segunda metade dos anos 90, projetos de lei que eram aprovados na Alepa que fossem contra os trabalhadores, só passavam se fossem na surdina, e olha, ainda vivíamos sobre a repressão da Ditadura

NA LUTA

Estudantes se mobilizam na luta pela meia passagem pulando a roleta dos ônibus durante vários protestos pela cidade e são reprimidos pela polícia militar.
Belém, Pará, Brasil. Foto Paulo Santos  1984

Hoje a esquerda paraense entrou numa tal “zona de conforto” que vou te dizer: tá dando vergonha de determinados grupos políticos, que conseguem dormir depois de fazer acordos de sobrevivência.

Tô escrevendo nesse blog em provocação a aprovação nesta terça-feira (11), nas duas Casas Legislativas, a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) e a Câmara Municipal de Belém, de projetos de lei que concederam ao presidente Jair Bolsonaro o título de cidadão paraense e belemense.

O que me deixou irritado foi que nem o PT, o PCdoB, o Psol, e nem o PSTU, nada fizeram. No meu tempo faríamos muito barulho, mas parece que as coisas mudaram mesmo.

É o PT fazendo aliança com os Barbalhos, é o Edmilson, o Psol e o Sintepp fazendo acordo para 2020, e assim parece que caminha a humanidade.

Ontem ao fazer uma postagem fui criticado por um companheiro de militância, pois escrevi que a “esquerda paraense está velha, patética e decadente".

Velha porque não consegue gritar uma palavra de ordem que empolgue a juventude, a esquerda não renova nada; patética porque esqueceu toda a sua história e se limita a fechar acordos por cargos para manter a sobrevivência de grupos políticos remunerados e; decadente, porque parece que se entregou a uma doença crônica que a impede de tomar alguma atitude.

Quero acreditar na máxima de Gramsci de que o novo não surgiu ainda porque o velho ainda não morreu verdadeiramente...eu tô esperando e provocando o novo.

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Violência no Campo: sem política, conflitos provocam nova baixa

Publicado por Reinaldo Araújo em 12/06/2019 às 08h06

Mais um assassinato anunciado de liderança de movimentos do campo se concretiza no sudeste do Pará. O líder sindicalista Carlos Cabral Pereira, foi morto atingido por três tiros nesta terça-feira (11/06)

CANUTO

Segundo Informações obtidas no site Ver o Fato, “Carlos Cabral sofreu uma atentado a balas quando estava nas proximidades da casa onde o mesmo residia no Bairro Planalto, cidade de Rio Maria, sul do Pará. Cabral é ex-genro do também sindicalista João Canuto, assassinado na década de 80. Cabral havia sobrevivido a um atentado na mesma época quando foram assassinados os irmãos Paulo e José Canuto, parentes de Cabral.

A vítima estava em uma moto a caminho de casa quando foi abordada por dois homens que estavam em outra motocicleta, segundo a Polícia. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital Municipal de Rio Maria, mas não resistiu aos ferimentos.

Carlos Pereira era presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Rio Maria (STTR) e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras (CTB) do Pará.

De acordo com o delegado Carlos Silva, o sindicalista sofria ameaças de morte. Equipes da Delegacia de Rio Maria e da Delegacia de Conflitos Agrários de Redenção iniciaram buscas para tentar prender os responsáveis pelo crime.

Esse assassinato é reflexo da ausência de uma política de Estado de combate a violência no campo, que somente aumenta os índices de mortes de líderes de trabalhadores rurais e ambientalistas. Não dá para criar uma “vitrine trincada” na região metropolitana de Belém, enquanto o resto do Pará se resume a armas, mortes e sangue.

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