Home

Rodrigo Maia e a governabilidade de Bolsonaro

Publicado por Reinaldo Araújo em 08/01/2019 às 10h56

Rodrigo Maia (DEM-RJ) se impõe como candidato natural à sua reeleição ao cargo de presidente da Câmara e inicia sua campanha reunindo com presidentes e lideranças de todos os partidos.

BOLSO2

Em sua caminhada, no dia seguinte à posse de Jair Bolsonaro, fechou acordo pela sua recondução ao cargo nas eleições para a mesa diretora da casa em fevereiro. Porém, acabou por afastar do centro das negociações os partidos da oposição, como o PT, que tem a maior bancada na Câmara, com 56 deputados.

Por outro lado, a fome do PSL, segunda maior bancada eleita na casa, com 52 deputados federais, é um pouco exagerada. O partido de Bolsonaro não quer nada, não. Somente quer ter a vaga de vice-presidência na mesa diretora e controlar as comissões mais importantes.

O partido de Bolsonaro não quer nada, não?

O PSL poderá ficar com as presidências da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), por onde todos os projetos precisam passar, e pela CFT (Comissão de Finanças e Tributação), que tramita todos os projetos relacionados a economia e orçamento.

No transcorrer da carruagem, acho complicado para Rodrigo Maia manter esse acordo, pois seria dar “carta branca” ao governo Bolsonaro e mesmo ser engolido pelo “monstro”. Se este cenário for confirmado, Maia teria (sem o PSDB) 148 votos (DEM 29, PSL 52, PSD 34, PR 33), se o PSDB (29) vier unido, cresce para 177, dos 513 deputados.

Toda a Oposição (PT 56, PDT 28, PSB 32, PCdoB 9, REDE 1, Psol 10) junta somaria 136, o PP e MDB são 60 deputados, respectivamente, 31 e 29. Se fizessem aliança com a Oposição, teriam 196 deputados,

É uma engenharia política que deve ser levada em conta pelos analistas, que poderá influir na governabilidade ou não do governo Bolsonaro. Se a oposição quer de fato ter voz nessa legislatura terá que se diferenciar das velhas práticas que a isolou, mesmo sendo governo.

O papel do presidente da Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara Federal, além de ser o terceiro nome na ordem da sucessão presidencial, é responsável pela direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos. Ele define a pauta de proposições que serão deliberadas em plenário, pode criar comissões especiais e de inquérito parlamentar e ainda pode autorizar o processo de investigação e impeachment do presidente da República.

Assim, se a lógica do acordo com o Planalto vingar, Rodrigo Maia será um fantoche do governo, sem independência ou espaços políticos, será sufocado. E malandro que eu sei que o carioca Rodrigo Maia é, não vai entrar nessa.

Não é o Congresso que precisa de Bolsonaro. Para aprovar as suas propostas de reformas estruturais, o presidente da República precisa dos deputados. Mas se tudo for dado de graça para o governo, vamos ter a certeza que o verdadeiro Golpe no Brasil e nos brasileiros ainda está por vir.  

Comentários (0)

Alcântara pode sediar Base Militar dos EUA no Brasil

Publicado por Reinaldo Araújo em 06/01/2019 às 10h31

Em matéria publicada no UOL (05/jan/2019), sob o título “Oferta de Bolsonaro aos EUA para instalação de base gera críticas entre militares”, traz à tona os interesses políticos e militares do Estado Unidos em território brasileiro

BOLSO7

 

Imagem de lançamento na Base da FAB em Alcântara (MA) de foguete com Satélite

 

 

Em matéria publicada no UOL (05/jan/2019), sob o título “Oferta de Bolsonaro aos EUA para instalação de base gera críticas entre militares”, traz à tona os interesses políticos e militares do Estado Unidos em território brasileiro.

Segundo o site paulista, “durante os anos finais da 2ª Guerra Mundial, a aviação dos Aliados, liderada pelos EUA em larga proporção, negociou a construção em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, de uma gigantesca base aérea. Duas pistas, 700 prédios, 4.600 combatentes e tráfego diário de 400 a 600 aeronaves para lançar ataques contra objetivos no norte da África e sul da Europa”.

Os impactos sociais e econômicos da capital Potiguar foram visíveis na época. “Em 1945, nos termos do acordo firmado entre os presidentes Getúlio Vargas e Franklin Roosevelt, aviões e pessoal americanos saíram das instalações. Nos quatro anos de operação conjunta da base, a população da capital, Natal, dobrara de 40 mil habitantes para 80 mil.

Após o fim dos conflitos da grande guerras, “...Documentos do Departamento de Estado registram uma tentativa de prorrogação do pacto de colaboração, em 1946, por um período de 50 anos. A chancelaria do Brasil informou a Washington que a então recém-criada Força Aérea Brasileira (FAB) tinha planos próprios para o conjunto. Ao longo do tempo, nenhum outro tratado do mesmo tipo foi negociado”.

No governo de Fernando Henrique Cardoso começou uma negociação para ceder o espaço de Alcântara para os EUA, na época barrado pela área militar do governo.

“A possibilidade de o governo do Brasil ceder espaço territorial para instalação no país de uma base militar dos Estados Unidos é desnecessária e inoportuna, diz militares... 

 

Com relação a ceder espaço físico para Base Militar dos EUA no Brasil, para alguns militares brasileiros, diz o site que “só se justificam quando há risco de agressão externa fora da capacidade de reação e capaz de colocar em perigo a integridade da nação, ‘é o caso do menino fraco que chama o amigo forte para enfrentar os valentões da rua; estamos longe disso’, exemplificou”.

Segundo o site “O Antagonista”, esse espaço físico seria Alcântara, no Maranhão. “O Antagonista apurou que está na mesa de negociações a implantação de uma base militar norte-americana no Nordeste e a assinatura de um convênio para reconstrução e uso da base de lançamentos de Alcântara.

Isso seria parte de um acordo maior, segundo fontes do governo, que não confirmam a possibilidade. Faria parte desse acordo um prêmio de consolação pela tão esperado acento no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), “O ex-embaixador americano Thomas Shannon disse mais cedo que os EUA poderiam apoiar a entrada do Brasil na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que perdeu seu objetivo central que era impedir países da antiga União das Republicas Socialistas Soviéticas (URSS) de entrar em espaço aéreo da Europa Ocidental.

 

Comentários (0)

left show fwB tsN b01s bsd|left tsN fwB|left show fwB tsN|bnull|||news login uppercase c05 b01 bsd|fsN fwR uppercase b01 c05 bsd|fwR c05 uppercase b01 bsd|login news fwR uppercase b01 c05 bsd|tsN fwR uppercase b01 c05 bsd|fwR c05 uppercase|content-inner||