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Batalha do Riachuelo: sangue negro na Bacia do Prata

Publicado por Reinaldo Araújo em 11/06/2019 às 16h04

As pretensões do ditador paraguaio Francisco Solano Lopes em conquistar terras na região da Bacia do Prata, com objetivo de obter uma saída para o Oceano Atlântico, provocou brasileiros, argentinos e uruguaios a se unirem na Tríplice Aliança, numa Guerra contra o Paraguai, sendo registrada na História como o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. A guerra estendeu-se de dezembro de 1864 a março de 1870

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Batalha do Riachuelo e o fim de uma promissora economia das Américas

Se os navios paraguaios tivessem enganado Almirante Barroso naquele dia 11 de junho de 1865, a história estaria sendo contada de outra forma hoje. O Paraguai era uma potência econômica na América do Sul. Além disso, era um país independente das nações europeias.

Para a Inglaterra, o Paraguai era um exemplo que não deveria ser seguido pelos demais países latino-americanos, que eram totalmente dependentes do império inglês. Foi por isso, que os ingleses ficaram ao lado dos países da tríplice aliança, emprestando dinheiro e oferecendo apoio militar. Era interessante para a Inglaterra enfraquecer e eliminar um exemplo de sucesso e independência na América Latina.

No entanto, os paraguaios se armaram de uma estratégia que seria fulminante: aproveitariam o nevoeiro intenso da madrugada para atacar os navios de guerra brasileiros.

Porém, um dos navios paraguaios apresentou um problema e fez com que todos outros chegassem atrasados para o ataque, num momento que o nevoeiro já havia passado. Com boas condições climáticas e visuais, as forças navais brasileiras, lideradas pelo Almirante Barroso venceram o Paraguai nesta importante e estratégica batalha.

Negros escravos alistados sob o peso da liberdade

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Nos dias atuais, quando é também comemorado o Dia da Marinha Brasileira, o orgulha pela vitória da Batalha do Riachuelo, minimiza a vergonha de vencer essa batalha à custa de vidas de negros escravos. O exército brasileiro era formado por escravos, que lutaram com honra pela liberdade prometida: “se vencessem a guerra, seriam homens livres.”

O primeiro autor desses relatos foi à própria imprensa paraguaia da época. Tratavam de menosprezar o exército brasileiro com base no duvidoso argumento de que, por ser formados por negros, deveria ser de qualidade inferior, muitas vezes tratados como macacos.

Com efeito, os negros livres ou escravos lutaram nessa guerra sob pelo menos três das quatro bandeiras presentes no conflito, o foco da análise deve ser posto sob a situação dos escravos e de seios descendentes nesses exércitos e não sobre suas nacionalidades. Até mesmo porque, o alistamento dos negros escravos, seja qual fosse a nação, seria o preço de sua liberdade, se voltassem vivos ao Brasil seria considerados heróis e homem livres.

O respeito e o reconhecimento aos heróis negros da Guerra do Paraguai, num país com poucos heróis negros, seria o único ponto positivo dessa página da História Brasileira, a meu ver.

 

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Delações da Lava Jato: o Poder está em pânico

Publicado por Reinaldo Araújo em 10/06/2019 às 11h28

“Quem com fogo fere, com fogo será ferido”, se diz quando uma pessoa quer se referir que as ações mau intencionadas sempre voltarão para quem as desejaram. Esse ditado popular nunca foi tão a cara da conjuntura brasileira

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As mensagens de Telegram trocadas entre o ministro da Justiça Sergio Moro, quando ainda era juiz, e procuradores da Lava Jato, publicadas em reportagem do Intercept Brasil, deixaram Brasília e Curitiba em polvorosa.

As mensagens atribuídas aos principais nomes da Lava Jato revelam falta de isenção de integrantes do Ministério Público Federal no Paraná e de Moro ao tratarem de membros do PT e do caso do ex-presidente Lula.

Que foram gravações ilegais, ninguém discorda,  mas deixa clara a imparcialidade da justiça brasileira, em que de forma articulada, desmontou as possibilidade de uma candidatura de Lula ou a eleição de Haddad.

Sergio Moro enviou, por meio de sua assessoria de imprensa, nota em que criticou a publicação das mensagens hackeadas do Telegram dos procuradores da Lava Jato, em Curitiba. Em trecho da nota. Moro afirma, que “...quanto ao conteúdo das mensagens que me citam, não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato.”

Que a Lava Jato prestou um grande serviço a nação, não está em xeque isso, mas usar de um instrumento jurídico fundamental para desmontar a corrupção, de forma direta e partidarizada, para ajudar a eleição de Bolsonaro e fazer de Moro um candidato ao STF já é demais, não acham?

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