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O fim das coligações proporcionais em 2020 e os candidatos

Publicado por Reinaldo Araújo em 09/06/2019 às 15h36

A Coligação é a designação que se dá à junção de dois ou mais partidos que apresentam seus candidatos para determinada eleição. Assim, candidatos filiados a diferentes partidos expõem suas candidaturas como se pertencessem a um único partido político, ficando tal junção valendo somente para fins da eleição propriamente dita.

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Foto: TRE-PA

Mas isso mudou e o sistema de coligações para as candidaturas proporcionais, como vereador e deputados estadual e federal, deixará de existir a partir das eleições municipais de 2020. O sistema proporcional vai vigorar, com a diferença de que não haverá coligações. As coligações vão ser possíveis somente para os cargos majoritários, ou seja, a disputa para prefeito nas próximas eleições.

De acordo com a Lei 13.488/17, vão se eleger os candidatos mais votados dentro dos seus partidos, desde que o partido consiga atingir o quociente eleitoral. O objetivo da proposta foi evitar que partidos sem ideologias semelhantes se coliguem somente para o fim de conseguir atingir o quociente eleitoral.

Porém, deve se entender que os objetivos de se formarem coligações majoritárias é uma maneira de obter maior tempo de propaganda no rádio e na TV, assim como de conseguir o maior número de votos para a chapa.

Mas na coligação proporcional, as vagas em disputa do Poder Legislativo são distribuídas proporcionalmente aos votos obtidos pelos partidos ou coligações. Assim, quanto mais votos uma coligação obtivesse, mais candidatos iriam eleger.

Esse sistema eleitoral faz com que uma pessoa eleita com muitos votos consiga eleger outros candidatos do seu partido ou coligação que tenham alcançado menos votos.

Pelo jeito esse é um tema que vai esquentar bastante ao passo que se aproximam do processo eleitoral. Vamos acompanhar tudo.

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Bolsonaro ao propor o ‘Peso Real’ faz comparação com casamento

Publicado por Reinaldo Araújo em 08/06/2019 às 10h29

O dote é um costume antigo, mas ainda em vigor em algumas regiões do mundo, que consiste no estabelecimento de uma quantia de bens e dinheiro oferecida a um noivo pela família da noiva, para acertar o casamento entre os dois.

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Foto: UOL

Jair Bolsonaro, presidente brasileiro, vê a "nova moeda"  como um casamento, "você ganha de um lado e perde do outro. Às vezes você quer ver o Botafogo jogar e outra pessoa quer ir ao shopping. Mas nós temos muito mais a ganhar do que a perder” disse o presidente.

O presidente falou isso à imprensa ao defender a criação de uma moeda única entre Brasil e Argentina: o peso-real.

Bolsonaro colocou a responsabilidade sobre seu ministro da Economia a ideia, que é tão maluco quanto o próprio presidente: “O Paulo Guedes nada mais fez que dar um primeiro passo para um sonho de uma moeda única na região do Mercosul: peso-real. Quem diz, quem vai achar é ele. Como aconteceu o euro lá atrás, pode acontecer o peso-real aqui, pode acontecer. O primeiro passo. Já falei para vocês que não é meu forte a economia e nós acreditamos no feeling, na bagagem, no conhecimento e no patriotismo do Paulo Guedes nessa questão também”, afirmou o presidente.

Economistas discordam de Bolsonaro e Guedes.

Em matéria publicada ontem (07/06) pelo UOL, economistas dizem que não é por aí que se começa um casamento.

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Foto: seudinheiro.com

Segundo o professor da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA-USP), Simão Davi Silber, “descartaria a proposta para os próximos cem anos. Eu acho isso um sonho numa noite de verão”, Para o economista da FEA, “os países da região não tem a integração adequada para uma empreitada do tipo, deveria existir um fluxo comercial e financeiro ‘gigantesco’ na própria região, mas a maior parte das transações dos países daqui são com EUA, Europa e Ásia", constata Silber. 

Quem bancaria essa empreitada? Quem vai entrar com o dote nesse casamento?

Para o professor Roberto Ellery, do Departamento de Economia da UnB, também entrevistado pelo UOL, “do ponto de vista econômico, ‘é uma ideia horrível’, e um dos problemas que inviabilizaria uma moeda única entre o Brasil e Argentina seria o desequilíbrio fiscal entre os países do continente”, ressalta o professor Roberto.

Com relação às economias de mercado unificado tem sempre um país que paga a conta. O professor da UnB dá o exemplo do Mercado Europeu: “quem banca (o Euro) é a Alemanha; a Grécia quebra, quem banca é a Alemanha. Quem banca a América do Sul?", provoca o economista.

Sem falar que a criação de uma moeda comum forçaria os países abdicarem de um Banco Central, “perdendo dois instrumentos fundamentais de política macroeconômica: a monetária e a cambial”, conclui Roberto Ellery.”

É muito simples quem não entende nada sobre economia ou um aventureiro que quer transformar o Brasil na ”cobaia da economia do inferno”, propor devaneios ou alucinações noturnas, isso é simples assim.

Enquanto isso, a inflação do período chega a 4.66%, a própria crise na Argentina trata de fechar postos de trabalho na indústria automobilística brasileira e a carestia só aumentando. É isso aí! O Brasil está no caminho certo...

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