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Primeiro áudio da Vaza Jato cai como bomba em Brasília

Publicado por Reinaldo Araújo em 10/07/2019 às 07h55

O jornalista Glenn Greenwald enfrentou tentativas de intimidação de parlamentares partidários do governo Jair Bolsonaro (PSL), em sessão na Câmara dos Deputados (25/06), em audiência na Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

No início, a audiência com o jornalista foi marcada pela ausência de deputados da base de apoio do governo, que dá apoio a Moro e a Lava Jato. Já depois de mais de duas horas, três bolsonaristas chegaram

A24

Foto: Reprodução

Eles atacaram Glenn com temas diversos. Disseram que ele era criminoso, deveria ser preso, chamaram de militante, de aliado da Rússia, do Ebay, entre outras.

Por fim, os parlamentares bolsonaristas pediram “provas” do conteúdo, exigiram “áudios que comprovassem” as acusações. Quem cobrou áudios foi à deputada Carla Zambelli (PSL-SP).

O pedido do áudio pela deputada do PSL

O jornalista, que é norte-americano, vencedor das mais altas honrarias da profissão, como os prêmios Pulitzer e o Esso, respondeu firme, mas calmo para também não errar no português.

Jornalista não recebe ordem do governo de como se reportar. Não recebe ordem de nenhum partido, muito menos do seu. Jornalistas, em democracia, não entregam material para polícia. Fazemos o que jornalistas fazem em uma democracia. Nós vamos divulgar os áudios, quando estiverem jornalisticamente prontos, e você vai se arrepender muito de ter pedido isso!”

Após a resposta direta de Glenn, Carla Zambelli. se retirou da sala.

 

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Falta de diálogo fecha 6 meses e isola Bolsonaro

Publicado por Reinaldo Araújo em 09/07/2019 às 08h14

A divisão revelada pela última pesquisa do Datafolha, segundo a qual 33% da população aprova o governo de Jair Bolsonaro enquanto outros 33% o reprovam, é fruto da preferência do presidente em priorizar, nos primeiros seis meses de mandato, setores da sociedade que votaram nele

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Foto: Isac Nóbrega/PR

De acordo com cientistas políticos ouvidos pelo O Globo, a polarização ideológica é um dos principais fatores do resultado da pesquisa.

Segundo os analistas ouvidos pelo Globo, Bolsonaro tenta reverter críticas à sua gestão buscando constantemente manifestações de apoio popular, seja por meio de atos de rua ou por eventos no meio do povo. O cenário se agrava para o presidente pela falta de uma pauta que ataque temas mais amplos, como o desemprego, por exemplo, e não que interessam só a determinado setor, como armas.

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Gráficos: JN

Segundo Marco Antônio Teixeira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), a opção de governar para determinados setores faz com que esses grupos se sintam valorizados e os impeça de "abandonar o barco" por mais que os indicadores de apoio público ao governo deteriorem. Por outro lado, gera uma oposição ainda mais rígida, capaz de atrapalhar a aprovação de projetos importantes.

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O professor da FGV diz que a resistência do presidente em dialogar com setores que não são aliados faz com que se crie dois campos. De um lado, uma oposição que recusa tudo que é proposto pelo governo e, de outro, um governo que

"se recusa a estabelecer pontos de conexão com quem não gosta do governo".

José Álvaro Moisés, da USP, diz que os resultados do Datafolha refletem os dados que já vinham sendo mostrados pelo Ibope recentemente. A consolidação da divisão dos brasileiros é, segundo ele, uma mostra de que o governo está pagando um preço alto por não ter aprovado projetos importantes no primeiro semestre.

Fonte: O Globo

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