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Na crise da saúde no Pará, Hélder Barbalho fica em silêncio

Publicado por Reinaldo Araújo em 17/11/2018 às 15h26

Crise de medicamentos no Ophir Loyola e saída dos cubanos do Mais Médico do Pará não mobilizam governador eleito

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O hospital público Ophir Loyola, referência no tratamento do câncer, interrompeu essa semana a quimioterapia de seus pacientes por falta de remédios e culpa empresa que fornece o medicamento, que por sua vez culpa o fabricante e ainda não foi tomada providências no sentido de resolver a questão.

A falta desse medicamento impediu que vários pacientes dessem continuidade em seus tratamentos e até agora somente o Ministério Público do Pará se posicionou, pedindo “urgência” à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e ao hospital “na aquisição do medicamento”.

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Mais Médicos deixam o Estado

Ainda na saúde do Estado, de acordo com informações da Sespa, o Pará conta, atualmente, com 542 médicos cubanos do Programa Mais Médicos, que atendem 59 municípios do Estado, assim como os quatro Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) de Altamira, Guamá, Tocantins e Rio Tapajós.

Todos os municípios do arquipélago do Marajó aderiram ao programa Mais Médicos e receberam médicos cubanos, que atendem nas unidades municipais de saúde.

São municípios que sempre enfrentaram dificuldade para contratar profissionais da área, por causa das distâncias e complexidades para fazer o atendimento necessário. Sem falar que o Programa Mais Médicos foi inspirado nas dificuldade de regiões paraenses com dificuldade de manter médicos.

Da mesma forma, os cubanos atuam nas unidades de saúde das ilhas da capital paraense, localidades isoladas das regiões do Xingu, Tapajós e de Carajás no Pará.

Primeira crise e só se ouve o silêncio do governador eleito e sua equipe

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Enquanto a crise rola solta no Estado, o governador eleito surpreendentemente se faz de mudo e não houve nenhum comentário, nem sobre o problema da quimioterapia do Ophir Loyola, nem tão pouco o caso dos médicos cubanos. Nem sequer uma linha, uma nota.

A saúde foi um dos pontos centrais levantados por Hélder Barbalho durante a campanha e agora, qual a posição do governador eleito e sua equipe de transição sobre os problemas da saúde do Pará?

A imprensa, como um todo, também faz de conta que só deve fazer matérias informativas, enquanto que a questão deve ser mais grave que se expõe.

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A Economia de Tailândia-PA segundo o IBGE

Publicado por Reinaldo Araújo em 17/11/2018 às 10h54

Na verdade a resposta para o aquecimento da economia de Tailândia se dá pelo comércio, pelos programas sociais, a agricultura familiar e pelo trabalho informal e não pelos números do IBGE, esses só fazem comprovar que a crise não passou.

 TAI1

Segundo dados do Pnad-IBGE, no Brasil a  taxa de desocupação (12,1%) no trimestre de junho a agosto de 2018 registrou queda (-0,6 ponto percentual) em relação ao trimestre de março a maio de 2018 (12,7%). Em relação ao mesmo trimestre de 2017 (12,6%), também houve redução (-0,5 p.p.).

Indicador / Período

Jun-jul-ago 2018

Mar-abr-mai 2018

Jun-jul-ago 2017

Taxa de desocupação

12,1%

12,7%

12,6%

Taxa de subutilização

24,4%

24,6%

24,0%

Rendimento real habitual

R$ 2.225

R$ 2.226

R$ 2.196

Variação do rendimento real habitual em relação a:

0,0% (estabilidade)

1,3% (estabilidade)

A população desocupada (12,7 milhões) caiu (-4,0%) em relação ao trimestre anterior (13,2 milhões) e também (-3,1%) quando comparada ao mesmo trimestre do ano anterior, quando havia 13,1 milhões de desocupados.

A taxa de subutilização (24,4%) brasileira no trimestre de junho a agosto de 2018 ficou estável em relação ao trimestre de março a maio de 2018 (24,6%). Em relação ao mesmo trimestre móvel de 2017 (24,0%), houve alta (0,4 %.).

Esses dados não servem para comemorar nada, se de 12,7 milhões de desempregos podemos ver algum fator de alegria de um índice de desemprego de 13,2 milhões de brasileiros.

O IBGE maquia números pra dar uma ilusão à população que o Brasil será entregue ao governo eleito em condições. Porém, a própria Reforma Trabalhista provou que para gerar emprego é necessário desenvolvimento. Lei não cria emprego e sim a ação conjunta do povo brasileiro. Nada cai do céu, como os gurus do governo tentam empurrar para nós.

Renda e Emprego em Tailândia, segundo o IBGE

Com 103.634 habitantes até 2017, Tailândia, localizada no nordeste do Pará, registra um salário médio de 2,1 salários mínimos formais (IBGE, 2016), com 10.290 pessoas ocupadas, o que representa 10,3% da população, com uma média de rendimento nominal mensal per capita de até meio salário mínimo de 48,1% dos moradores do município.

FATORES

ÍNDICES

Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]

2,1 salários mínimos

Pessoal ocupado [2016]

10.290 pessoas

População ocupada [2016]

10,3 %

Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]

48,1

Fonte: IBGE

A Economia em Tailândia, segundo o IBGE

O descenso dos números relacionados a Renda e Emprego apresentados pelo IBGE (2016), destoam se comparados ao Produto Interno Bruto (PIB) de Tailândia, que em 2015 foi de R$ 8.158,12 per capita, ou seja, um “avanço” na economia municipal, que ainda apresenta um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,588, nesse índice, quanto mais longe do 1 mais desenvolvimento humano existe, a média brasileira é de 0,755, e estaria entre os 75 países do mundo se não fosse a gigantesca desigualdade social, que constata o município de Tailândia, através dos números do IBGE..

Como pode um município que possui 48% de sua população recebendo meio salário mínimo por mês e ter um IDH tão promíscuo e um PIB avassalador? Eu pergunto: para onde foi essa riqueza?

FATORES

ÍNDICES

PIB per capita [2015]

8.159,12 R$

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]

0.588

Fonte: IBGE

Tailândia do mundo real

Atualmente, em Tailândia, a economia municipal sobrevive sobretudo em função do forte comércio que tem como seus clientes funcionários públicos municipais, funcionários de indústrias como a Agropalma, Belém Bio Energia e outras, além dos pequenos produtores que trazem seus produtos para negociar na cidade, aposentados, que representam uma fonte de aquecimento mensal da economia de R$ 5.097.666,44, e a Bolsa Família, que atende 9.064 beneficiados somente em Tailândia.

Há de compreender também que entre os 24% de trabalhadores subutilizados está o trabalho informal, que contribui para rodar a economia municipal, seja pela venda de churrasquinhos ou pastéis nas ruas da cidade.

Então, como foi comprovado acima, não existe palavra mágica, o comércio, os programas sociais, a agricultura familiar e os trabalhadores informais são a resposta para o aquecimento da economia municipal nos últimos anos e não os números "maravilhosos" do IBGE, que não explicam muita coisa. A economia se faz com o duro trabalho desse povo. Para o Povo não existe crise.    

 

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