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O Programa Mais Médicos e o impacto em Tailândia-PA

Publicado por Reinaldo Araújo em 16/11/2018 às 16h20

Com a saída dos médicos cubanos, Tailândia sofre o impacto de 40% desse atendimento, ou seja, tira médicos de locais onde a elite médica brasileira não costuma ir

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Ao aceitar a retirada de médicos cubanos do Programa Mais Médicos, o presidente eleito, antes da posse, já cria um grande problema de saúde pública no Brasil. Dos 16 mil que participam do Mais Médicos, pouco mais da metade dos profissionais, 8,47 mil, são cubanos

De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a saída de cubanos do Mais Médicos afetará 28 milhões de pessoas. Dos 1.575 municípios que possuem somente médicos cubanos no programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes.

No Pará, são 542 médicos cubanos para 122 municípios, ou 4,4 médicos por cada cidade paraense coberta. Em Tailândia, no Estado do Pará, os profissionais do Mais Médicos no município são 3 médicos de Cuba, juntamente com mais quatro brasileiros, pois no Mais Médicos não atua somente cubanos, totalizando 7 médicos no programa.

Então, Tailândia está acima da média, mas com a perda de 3, sofrerá um impacto de 40% do total do Mais Médicos, ou uma perda considerável já que esses profissionais possuem especialização em saúde pública e vão até onde a elite médica brasileira não costuma ir, no caso grandes distância em carros ou embarcações, locais onde a malária, hanseníase, leishmaniose e demais doenças ainda não foram erradicadas.

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Bolsonaro, a retórica e as pedras na boca

Publicado por Reinaldo Araújo em 14/11/2018 às 09h22

"Bolsonaro fala uma coisa de manhã, de tarde corre para as redes sociais e à noite já muda de ideia e fala outra coisa, parece a Esfinge e seu dilema, decifra-me ou te devorarei"

O Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil, sem dúvida nenhuma é um personagem controvertido, que após o atentando que sofreu em Juiz de Fora (MG), passou praticamente o segundo turno da eleição em silêncio.

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Lembro que alguns analistas diziam antes das eleições que se Bolsonaro começasse a abrir a boca, junto seria aberto um abismo que o engoliria, mas isso não aconteceu, porque ele se calou.

Já como presidente eleito, no processo de transição tem roubado a cena com suas idas e voltas. Disse que ia fundir os Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, voltou atrás; corrigiu seu “superministro” quando esse usou o termo “prensa” ao invés de “convencimento”, sobre a votação da Reforma da Previdência; tropeçou em suas botinas ao dizer que mudaria a Embaixada Brasileira no Oriente Médio para Jerusalém e ao elogiar tranquilamente o governo de Michel Temer, “...nem tudo no governo Temer é ruim”.

A mais recente foi a questão do Ministério do Trabalho: “o ministério do trabalho vai ser incorporado a algum ministério”, essa semana confirmou que vai manter a pasta do Trabalho com status de ministério. Com essa mesma decisão, voltou a atrás em transferir para a Ciência e Tecnologia a Secretaria de Ensino Superior, que continuará no MEC.

Sobre a Previdência, disse quegostaria de ver 'alguma coisa' aprovada ainda neste ano”, agora já afirma que “...dificilmente reforma da Previdência será aprovada neste ano”. Puts!

A retórica e as pedras na boca

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Pois é, na Antiguidade, principalmente na Grécia, a retórica foi uma das bases da educação de jovens, e durante a Idade Média, era ensinada nas universidades, fazendo parte das três artes liberais, juntamente com a lógica e a gramática.

Retórica é uma palavra com origem no termo grego rhetorike, que significa a arte de falar bem, de se comunicar de forma clara e conseguir transmitir ideias com convicção.

O presidente eleito é mestre da controvérsia, como já havia chamado atenção para isso, o jornalista Carlos Mendes, em seu programa “Linha de Tiro”, “Bolsonaro fala uma coisa de manhã, de tarde corre para as redes sociais e à noite já muda de ideia e fala outra coisa, parece a Esfinge e seu dilema, decifra-me ou te devorarei”.

Para muitos parece perseguição de historiador e jornalista, mas a gente tem que ler a História para entender esse mundo louco que vivemos, Demóstenes foi considerado o maior orador da Grécia, e para provar que a retórica é uma prática e por isso pode ser aperfeiçoada, Demóstenes teve que superar a sua gagueira. Para isso, a história conta que uma das suas atividades era fazer discursos com pedras na boca.

Então, as idas e voltas de Bolsonaro estão explicadas.

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