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O que Hélder perde com o descarte de Mário Couto?

Publicado por Reinaldo Araújo em 07/08/2018 às 15h16

Político que nasceu do PDS, passou pelo PMDB e PSDB ajudou na política de desmonte e falência do Estado do Pará.

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Mário Couto teve quatro mandatos consecutivos de deputado estadual, de 1991-2007, iniciou sua vida política quando ingressou no Partido Democrático Social (PDS), pelo qual se elegeu deputado estadual no Pará. Mudou de partido duas vezes: para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em 1993, e para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), em 1997.

Foi conduzido à presidência da ALEPA, para mandatos de dois anos, em 2003 e novamente em 2005.

Mário couto elegeu-se senador no pleito de outubro de 2006, pela legenda do PSDB. Na ocasião, recebeu quase 1,5 milhão de votos, que lhe renderam um mandato de oito anos.

Em 2012, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPE-PA) por supostos desvios de recursos da folha de pagamento da Assembleia Legislativa do Pará, no período em que presidiu a mesma.

Negou as acusações e afirmou se tratar de vingança pessoal do promotor responsável pelo caso.

A volta dos mortos...

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Hélder Barbalho ao descartar a candidatura de Mário Couto criou um problema sério de números. Até onde eu sei política se faz de somatórias e multiplicações e dessa vez a arrogância dos Barbalhos falou mais alto ao analisar que o ex-senador nada somava a sua campanha.

Com a sua atitude, pode ter se lascado ao ressuscitar um político que deu sua parcela ao descaso que vive o Estado do Pará.

Levando em consideração que Mário Couto nunca foi um fenômeno eleitoral, pois a média de votos obtidos nos quatro mandatos não superou o índice de 19 mil votos por eleição. Em 2006, quando o PSDB investiu em sua possibilidade de trazer votos, foi eleito senador com 1.456.587, sendo que em 2014, com mais uma tentativa de voltar para o senado, ficou em terceiro lugar atrás de Jefferson Lima, com parcos 624.401 votos.

Porém, o Marajó tem seus atrativos e belezas, e possui um eleitorado de 356.675, ou 66,86% dos habitantes do arquipélago, e Mário Couto voltando para seu ninho não vai medir esforços para derrotar Hélder, em sua praia.

Dados sobre os Município do Arquipélago do Marajó

Município

População

Eleitores

 

Afuá

37 778

24.079

 

Anajás

28 012

19.034

 

Bagre

29 065

13.642

 

Breves

99 080

62.719

 

Cachoeira do Arari

22 786

17.250

 

Chaves

22 821

12.360

 

Curralinho

32 881

20.334

 

Guruçá

32 049

30.324

 

Melgaço

26 642

15.903

 

Muaná

38 616

24.199

 

Ponta de Pedras

29 700

19.684

 

Portel

59 322

33.569

 

Salvaterra

22 740 

17.495

 

Santa Cruz do Arari

9 635

6.431

 

São João da Boa Vista

25 540

19.672

 

Soure

24 488

19.980

% Eleitores/Hab

TOTAL

533 397

356.675 (66,86)

(66,86)

 

Fonte:

http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/couto-mario

http://www.tse.jus.br/eleitor/estatisticas-de-eleitorado/consulta-por-municipio-zona

 

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4º Poder: as redes sociais e a mídia tradicional

Publicado por Reinaldo Araújo em 07/08/2018 às 09h04

Temos um papel extraordinário de não deixar a mentira se tornar verdade

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Tenho a total certeza que as redes sociais têm um papel diferenciado nesse período político de afirmação e consolidação de uma mídia que veio para ficar, que investiga, que consulta.

Aí, acompanhando alguns comentários sobre o trabalho extraordinário dos nossos blogueiros e sites de notícias, que se preocupam realmente com a informação verdadeira, diferente das mídias tradicionais que se transformaram em “fekes oficiais” dos poderosos da mídia e da política, vejo que alguns desses comentários minimizam nossos trabalho, colocando em segundo plano nosso papel.

Esse debate me fez lembrar a briga socrática entre os filósofos e sofistas da antiguidade e que a compreensão do ato de filosofar e ser sofista existem diferenças. Pois, o sofista “sabe tudo” e cobra para ensinar, o filósofo vive sua vida e essa confunde-se com a vida filosófica, pois filosofar não é uma profissão é uma atividade do homem livre. O filósofo dirige uma aventura dialética em busca da verdade, que, na verdade das coisas, está no interior de cada um...

Com isso quero afirmar que tem muito analista político da atualidade, “sabedor de tudo”, que cita Foucault e Habermas mas que na verdade nunca deixou de ler Altusser ou o próprio Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels. Não estão desatualizados, não. Também não estou dizendo que esses “sofistas” do mundo moderno deveriam deixar de ler os clássicos, mas o que me preocupa são suas opiniões que pecam pelo pragmatismo inútil.

A História não é teleológica seguida por modos de produção sem fim. Nesse mundo só há uma sociedade: a capitalista e tudo dela é falso. Então, diante, a mídia construída por um consumismo louco, onde tudo é massificado e padronizado, que não muda, é nosso papel quebrar com essa visão de Fukuyama de que só há um vencedor: o capital e a ideologia hegemônica que domina a todos nós até a alma.

Se é para ser como está, então vamos continuar a ligar a TV pela manhã e anotar todas as receitas dos almoços das estrelas, dos flashs dos noticiários e as novelas bacanas do canal 7 e pronto.

No entanto, em meio as janelas da televisão surge as novas tecnologias, rápidas, instantâneas, provocadoras, decisivas. A sua diferença com as mídias tradicionais é gigantesca do ponto de vista da informação rápida, superada apenas pelo rádio, ferramenta que deu início a tudo, juntamente com o telegrafo sem fio, o whatsapp daqueles tempos e era bem mais eficaz do que o sinal de fumaça, tenha certeza disso.

A importância do papel das redes sociais no cenário político brasileiro

FA2

Quando o assunto é política, as mídias sociais têm ganhado destaque devido ao imediatismo das informações, a possibilidade de acompanhar em tempo real, à grande quantidade de adeptos, também à possibilidade de expressar opiniões livremente. 

Nos últimos meses, em meio ao debate sobre o futuro do País, esses canais estão repletos de comentários, avaliações e percepções, possibilitando o debate livre com todos os pontos de vista. O fato é que, as redes sociais vêm desempenhando um importante papel no cenário político atual e é preciso que todos estejam atentos.

As mídias tradicionais, ou seja a televisão, os jornais e revistas, continuarão tendo o espaço que sempre tiveram, mas dessa vez tem que dividir o palanque com as redes sociais pela rapidez que conseguem repassar uma informação que pode determinar a subida ou descida de uma pesquisa eleitoral por exemplo.

Fake News

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Paul Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler

 

 

Porém, nada é perfeição. Como a exemplo das últimas eleições norte americanas, que tiveram a influência das redes sociais fakes, nas eleições gerais do Brasil é preciso diferenciar a notícia do fake news.

Para isso, os blogs, site de noticiais e redes sociais profissionais devem ajudar na identificação das notícias falsas, por uma questão de ética profissional e de compromisso social, além de que qual o profissional da comunicação assinaria em baixo de uma notícia falsa?

Mesmo assim precisamos ficar a tentos, pois uma vez na História a máxima de que repetir uma mentira várias vezes transformaria ela em verdade... quase dá certo.

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