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Política: a guerra das torcidas contra o fascismo

Publicado por Reinaldo Araújo em 24/09/2018 às 07h40

A máxima de que “futebol, religião e política não se discute...” não está colando mais, pelo menos para as maiores torcidas organizadas do Brasil

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O Grêmio da Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, divulgou em suas redes sociais, na última quinta (19/09), nota contra Jair Bolsonaro, candidato à presidência do PSL

Foi misturando política e torcida que, em 1969, alguns jovens Corinthianos fundaram o que viria se tornar a maior torcida organizada do país, os Gaviões da Fiel.

Em uma época marcada pela fortíssima repressão da Ditadura Militar, aqueles torcedores decidiram se unir para lutar contra Wadih Helu, então presidente do Corinthians e também contra a político do regime.

Ao declararem a contrariedade ao regime que impedia toda e qualquer liberdade de expressão, os primeiros jovens Gaviões foram perseguidos e, por vezes, espancados pelos capangas do cartola e político.

Segundo o UOL, em menos de cinco minutos depois, a Torcida Jovem do Santos também publicou uma nota oficial na qual se engaja na campanha contra a candidatura do capitão.

“A intenção era lançar o manifesto no 2º Turno das eleições, mas com a divulgação da posição da Gaviões da Fiel, decidimos fortalecer o movimento”, afirma um dos diretores da organização.

Palmeirenses reforçam protesto

Depois de o jogador do Palmeiras Felipe Mello dedicar um gol ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), representante da extrema-direita nas eleições presidenciais do Brasil, torcedores do clube paulista se organizaram contra o avanço de ideias fascistas. “Respeitamos a coexistência democrática de opiniões e posicionamentos políticos variados; mas não podemos tolerar a ameaça às instituições democráticas”, afirmam, em manifesto.

O gesto provocou reações de indignação de alguns coletivos de torcidas, como Palmeiras Antifascista e Palmeiras Livre, que também assinam o manifesto, ao lado de mais de 60 apoiadores listados até a tarde desta sexta-feira (21).

O documento reforça a movimentação de outras torcidas que estão se declarando abertamente contra Bolsonaro. Segundo conversa de torcedores cariocas, torcidas do Flamengo estariam costurando o lançamento de um manifesto no mesmo sentido dos times paulistas.

É bom ver as torcidas se unindo em prol de questões maiores, como as eleições. É bom que esse exemplo também seja levado para dentro dos campos de futebol contra a violência, que é tão perversa quanto o fascismo.

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Doxa aponta que renovação na Câmara Federal será mínima

Publicado por Reinaldo Araújo em 21/09/2018 às 08h20

66,5% do eleitorado não tem candidato e ainda haverá a dança das cadeiras das coligações.

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Segundo o Instituto Doxa, a presente pesquisa foi feita de forma espontânea, isto é, não foi apresentado ao entrevistado nenhum nome de candidato. O pesquisador apenas registrou o que foi dito pelo eleitor que participou da pesquisa. A pesquisa mostra que 66,5% dos eleitores paraenses ainda não tem candidato a deputado federal.

O Doxa esclarece que a pesquisa “é feita pelas seis mesorregiões do Estado (Metropolitana, Nordeste, Sudeste, Sudoeste, Baixo Amazonas e Marajó), contemplando 40 municípios”.

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Pela pesquisa do Instituto Doxa, o que seria “novidade” no processo, não é bem novidade. Doxa aponta como “renovação” ao cargo de deputado federal o já deputado estadual Cássio Andrade, Olival Marques, Paulo Bengston, filho do pastor envolvido até os miolos em esquemas de corrupção, Celso Sabino, Cristiano Vale, filho de Anivaldo Vale e irmão do candidato a vice da chapa de Hélder, Lúcio Vale e será uma surpresa se as urnas confirmarem Xadão Alegria, o eterno e persistente candidato

Wlad Costa não aparece pois não é candidato a deputado federal, fez graça de ser senador e se lascou. Abriu mão para o seu filho Yorran Costa que na repescagem pode até ter chance.

Na lista de repescagem do Doxa ainda constam nomes da esquerda, como Ana Júlia (PCdoB), Puty, Airton Faleiro e Miriquinho Batista (PT). Zé Geraldo seguiu a orientação do PT e se lançou candidato a senador.

Pela pesquisa Doxa, ficam de fora experientes nomes como Hélio Leite, Beto Salame e Simone Morgado. Hélio Leite sempre teve uma boa articulação por ter sido prefeito de Castanhal, mas foi base de Temer em Brasília, já o deputado Beto Salame também se enrolou com o apoio ao presidente Temer nas duas denúncias que o deixou meio chamuscado em Marabá, já a própria Simone Morgado foi pega na rede das investigações sobre o Ministério da Pesca, mas aparentemente tinha dado a volta por cima, e falando em pesca, Chico da Pesca também é citado entre as 17 vagas

Bom é uma simulação, que de renovação não tem nada e nada se pode comemorar. Era o previsto. Mas essas cadeiras deverão dançar de acordo com a votação das coligações proporcionais, por isso não é bom ir sentando na cadeira.

DOXA publica sua segunda pesquisa estadual para o cargo de deputafo federal no Pará. A pesquisa foi realizada entre os dias 12 a 15 de setembro/2018 com uma amostra de 1.939 entrevistas, tendo como margem de erro 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos do resultado final. E está registrada no T.R.E sob o Nº PA-05803/2018.

 

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