4º Poder: as redes sociais e a mídia tradicional

Publicado por Reinaldo Araújo em 07/08/2018 às 09h04

Temos um papel extraordinário de não deixar a mentira se tornar verdade

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Tenho a total certeza que as redes sociais têm um papel diferenciado nesse período político de afirmação e consolidação de uma mídia que veio para ficar, que investiga, que consulta.

Aí, acompanhando alguns comentários sobre o trabalho extraordinário dos nossos blogueiros e sites de notícias, que se preocupam realmente com a informação verdadeira, diferente das mídias tradicionais que se transformaram em “fekes oficiais” dos poderosos da mídia e da política, vejo que alguns desses comentários minimizam nossos trabalho, colocando em segundo plano nosso papel.

Esse debate me fez lembrar a briga socrática entre os filósofos e sofistas da antiguidade e que a compreensão do ato de filosofar e ser sofista existem diferenças. Pois, o sofista “sabe tudo” e cobra para ensinar, o filósofo vive sua vida e essa confunde-se com a vida filosófica, pois filosofar não é uma profissão é uma atividade do homem livre. O filósofo dirige uma aventura dialética em busca da verdade, que, na verdade das coisas, está no interior de cada um...

Com isso quero afirmar que tem muito analista político da atualidade, “sabedor de tudo”, que cita Foucault e Habermas mas que na verdade nunca deixou de ler Altusser ou o próprio Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels. Não estão desatualizados, não. Também não estou dizendo que esses “sofistas” do mundo moderno deveriam deixar de ler os clássicos, mas o que me preocupa são suas opiniões que pecam pelo pragmatismo inútil.

A História não é teleológica seguida por modos de produção sem fim. Nesse mundo só há uma sociedade: a capitalista e tudo dela é falso. Então, diante, a mídia construída por um consumismo louco, onde tudo é massificado e padronizado, que não muda, é nosso papel quebrar com essa visão de Fukuyama de que só há um vencedor: o capital e a ideologia hegemônica que domina a todos nós até a alma.

Se é para ser como está, então vamos continuar a ligar a TV pela manhã e anotar todas as receitas dos almoços das estrelas, dos flashs dos noticiários e as novelas bacanas do canal 7 e pronto.

No entanto, em meio as janelas da televisão surge as novas tecnologias, rápidas, instantâneas, provocadoras, decisivas. A sua diferença com as mídias tradicionais é gigantesca do ponto de vista da informação rápida, superada apenas pelo rádio, ferramenta que deu início a tudo, juntamente com o telegrafo sem fio, o whatsapp daqueles tempos e era bem mais eficaz do que o sinal de fumaça, tenha certeza disso.

A importância do papel das redes sociais no cenário político brasileiro

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Quando o assunto é política, as mídias sociais têm ganhado destaque devido ao imediatismo das informações, a possibilidade de acompanhar em tempo real, à grande quantidade de adeptos, também à possibilidade de expressar opiniões livremente. 

Nos últimos meses, em meio ao debate sobre o futuro do País, esses canais estão repletos de comentários, avaliações e percepções, possibilitando o debate livre com todos os pontos de vista. O fato é que, as redes sociais vêm desempenhando um importante papel no cenário político atual e é preciso que todos estejam atentos.

As mídias tradicionais, ou seja a televisão, os jornais e revistas, continuarão tendo o espaço que sempre tiveram, mas dessa vez tem que dividir o palanque com as redes sociais pela rapidez que conseguem repassar uma informação que pode determinar a subida ou descida de uma pesquisa eleitoral por exemplo.

Fake News

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Paul Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler

 

 

Porém, nada é perfeição. Como a exemplo das últimas eleições norte americanas, que tiveram a influência das redes sociais fakes, nas eleições gerais do Brasil é preciso diferenciar a notícia do fake news.

Para isso, os blogs, site de noticiais e redes sociais profissionais devem ajudar na identificação das notícias falsas, por uma questão de ética profissional e de compromisso social, além de que qual o profissional da comunicação assinaria em baixo de uma notícia falsa?

Mesmo assim precisamos ficar a tentos, pois uma vez na História a máxima de que repetir uma mentira várias vezes transformaria ela em verdade... quase dá certo.

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