À condição da Mulher: Se tem muito a lutar e conquistar

Publicado por Reinaldo Araújo em 04/03/2018 às 10h15

8 de Março, Dia Internacional da Mulher

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Imagens: Google

A condição da Mulher na História

Muitos pensam que o debate sobre os direitos femininos nasceram na primeira metade do século XX, principalmente com o direito ao espaço público, ao voto e ao trabalho, mas estão enganados.

Esse debate já existia no final do século XIX, através da obra pioneira neste campo: O direito Materno, de Johann Jakob Bachofen, antropólogo suiço, publicada em 1861. Nela o autor expõe, pela primeira vez e para escândalo geral, a tese de que nas sociedades primitivas, em certo período, teria predominado o matriarcado. Ou seja, havia predominado a ascendência social e política das mulheres sobre os homens.

Friedrich Engels, escreve em 1891, referindo-se a descoberta de Bachofen, que: “primitivamente não se podia contar a descendência senão por uma linha feminina (..) essa situação primitiva das mães, como os únicos genitores certos de seus filhos, lhes assegurou (...) a posição social mais elevada que tiveram”, afirma o escritor.

Por outro lado, até a segunda metade do século 20, autores soviéticos, como Diakov e Kovalev, continuavam afirmando que o “clã materno” era “uma fase inevitável da evolução da sociedade humana” e que no matriarcado “a mulher era igual ao homem na vida econômica e social”.

Então, porque não oferecer à mulher, matriz da humanidade, o que sempre foi dela: seu espaço como cidadã, social e político. Porém não é o que acontece. E na modernidade do Mundo Globalizado, que tanto se gaba de direitos, esse momento é o mais perigoso para a vida feminina.

Não à cultura do estupro! Denuncie 180

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Não é não!

Segundo matéria publicada na Agência Estado, em 02/05/2016, os casos de violência contra a mulher no país cresceram 44,74%, em 2015, se comparado ao ano anterior. São Dados da Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, que indicam que nesse ano foram registradas 76.651 denúncias, ante 52.957, em 2014.

Isso representa um caso de violência a cada sete minutos no Brasil, em 2015. As ocorrências específicas de violência sexual, estupro, assédio e exploração, saltaram 129%, de 1.517 para 3.478 relatos. No país, foram 9,5 estupros por dia.

A maior parte de todos os casos registrados, em 2015, é relativa à violência física, 38.451 ocorrências, ou seja, 50,15% to total. Outros casos mais recorrentes foram de violência psicológica 23.247 (30,33%) e 5.556 de violência moral (7,25%). Esses são os dados nacionais mais recentes, divulgados pelo governo.

Hoje no Brasil, a violência contra a mulher em suas diversas formas, faz uma nova vítima a cada 20 minutos, o que coloca o país como quinto colocado, no horrendo quadro dos países onde se matam mais mulheres. Segundo levantamento da Organização Mundial de Saúde, o índice de feminicídios no Brasil é de 4,8 para 100 mil mulheres, até 2015, o Mapa da Violência revelou que entre 2003 e 2013, cresceu 54%.

Violência ou Assédio Obstétrico

Isso tudo sem falar que além de todas essas violências, ainda temos as mais diversas formas de assédio, o mais atual é o assédio obstétrico, ou violência obstétrica, com estatísticas de violência no parto no Brasil, que atinge cerca de 25% das gestantes no país, dado que incide ainda mais no caso de mulheres negras pobres. 

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Se entende como violência obstétrica agressões verbais, recusa de atendimento, privação de acompanhante, lavagem intestinal, raspagem dos pelos, jejum, episiotomia e separação de mãe e bebê saudável após o nascimento estão entre os itens da gigante lista de violências obstétricas.mulheres negras pobres são as que mais morrem por complicações no parto, aborto e demais situações no Brasil.

Segundo dados de 2010 da Fundação Perseu Abramo, uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de violência durante o parto como gritos, procedimentos dolorosos não autorizados ou informados, ausência de anestesia e negligência.

Diretos iguais, salários iguais...Mulheres ganham 30% menos que os homens

Segundo o trabalho, baseado na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de 2009, nos diversos grupamentos de atividade econômica, a escolaridade de nível superior não aproxima os rendimentos recebidos por homens e mulheres. Pelo contrário, a diferença acentua-se.

No geral, informa o IBGE, o rendimento de trabalho das mulheres, estimado em R$ 1.097,93, continua inferior ao dos homens (R$ 1.518,31). Se comparado a média anual de rendimentos dos homens e das mulheres, verificou-se que as mulheres ganham em torno de 72,3% do rendimento recebido pelos homens. Em 2016, esse percentual era de 70,8%.

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Vida, direitos e dignidade...

Dessa forma, o que se tem lutado ao longo da História da Humanidade, e a mulher faz parte dela, foi para garantir dignidade à mulher. Por isso, não vamos acreditar que nesse dia 8 de março nada se tem a comemorar.

As mulheres têm sim, muito a comemorar! As mulheres devem comemorar a renovação da luta, homenagear as que ficaram no meio do caminho, ceifadas pela intolerância, ignorância e pela covardia, e comemorar o nascimento da causa, todos os dias dentro seus próprios ventres...

“Caminhando e cantando e seguindo a canção...Somos todos iguais...Braços dados ou não...Nas ruas, campos, construções...” (Geraldo Vandré)

 

 

Comentários

Neiva De farias em 15/03/2018 08:20:10
Amo Tailândia no Pará morei seis anos alí e ainda sonho em voltar a rever este lugar maravilhoso, gente boa demais os tailandenses

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