A Hidra do Sistema Penitenciário do Pará

Publicado por Reinaldo Araújo em 22/06/2019 às 10h37

Na última quinta-feira, dia 20 de junho, feriado de Corpus Christi, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe, que tem status de secretaria de Estado) transferiu, numa megaoperação, 30 presos que lideravam organizações criminosas em Americano, no município de Santa Izabel

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Divulgação: Susipe

Com essa transferência, o Estado do Pará tornou-se o Estado com o maior número de apenados transferidos para presídios federais, totalizando 54 detentos nessa situação especial. 

“Segundo o titular da Susipe, Jarbas Vasconcelos, o plano dos presos transferidos, ligados a duas grandes facções criminosas, uma delas o Comando Vermelho, era repetir no Pará algo semelhante ao ocorrido no Ceará, em janeiro deste ano, quando foram registrados mais de 150 ataques a presídios, prédios públicos e bancos”, registra a reportagem de O Liberal.

Além da transferência, que foi chamada de Operação Extract, na revista ao pavilhão 5 do Centro de Recuperação Penitenciário do Pará I (CRPP I), no Complexo de Santa Izabel, um túnel, de aproximadamente 30 metros e 7 de profundidade que seria usado para fuga de detentos, foi encontrado.

O 14º em população carcerária absoluta do Brasil

Bom, a população carcerária paraense superou a marca de mais de 20 mil presos. No total são mais de 18 mil presos custodiados nas 48 unidades prisionais do Estado e em carceragens da Polícia Civil no interior do Estado e outros 2,1 mil com tornozeleira eletrônica.

A capacidade de custódia é de 9.970 vagas. O Pará é o 14º Estado brasileiro em população carcerária absoluta

Antes que alguém do governo diga que esses dados estão errados, são dados fornecidos pela própria Susipe.

Então, com esses números o que dá para compreender é que essas ações de transferências de criminosos para unidades carcerárias fora do Estado tem sentido, mas não resolvem o problema. Na verdade é um “Efeito Hidra”

A Hidra, na mitologia grega, era uma besta metade mulher e metade serpente, tinha sete cabeças. Em sua luta contra Hércules, a cada tentativa de lhe cortar uma cabeça, o semi-deus via com assombro que do pescoço mutilado surgia duas que imediatamente substituía a cabeça que havia sido cortada. Pois é, né? Um pouco de mitologia não faz mal a ninguém.

Leia:

http://www.susipe.pa.gov.br/noticias/par%C3%A1-ultrapassa-marca-de-20-mil-presos-e-j%C3%A1-%C3%A9-o-14%C2%BA-estado-brasileiro-em-popula%C3%A7%C3%A3o

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