A importância da Estrada de Ferro Carajás

Publicado por Reinaldo Araújo em 08/07/2018 às 09h40

Investimentos bilionários, desenvolvimento e geração de emprego

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O Projeto Carajás, conhecido como Programa Grande Carajás (PGC), foi um projeto de exploração mineral, implantado entre 1979 e 1986, na mais rica área mineral do planeta, o Pará, hoje faz parte dos conteúdos dos currículos do Ensino Fundamental e Médio das nossas escolas, figurado sempre como Os Grandes Projetos, e cai nas provas do ENEM.

Devido ao tardio debate sobre a importância socioeconômica do Projeto Carajás e da Estrada de Ferro Carajás (EFC), tomamos a liberdade de fazer esse breve resumo da grandiosidade de um projeto que só de compensação o Pará teria bilhões de reais para investimentos em solo paraense.  

História da Amazônia - Projeto Carajás

O PGC estende-se por 900 mil km², numa área que correspondente a 1/10 do território brasileiro, cortado por 3 rios (Xingu, Tocantins e Araguaia), englobando terras do sudoeste do Pará, norte de Tocantins e oeste do Maranhão. Foi criado pela então empresa estatal brasileira Companhia Vale do Rio Doce, durante o governo Figueiredo.

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Na verdade, foi um geólogo a serviço da empresa norte-americana United States Steel, empresa que vinha pesquisando o subsolo amazônico desde o início dos anos 1960 à procura de minério de manganês, quem descobriu em 1967 a reserva de minério de ferro de Carajás. Então, a U.S. Steel, passou a deter 49,1% da mina, o restante ficando com a Vale. Surgiram sérias divergências entre as duas companhias, que se tornaram insuperáveis até que os americanos desistiram do projeto.

Em 1970, quando muitos minérios já tinham sido localizados, constituiu-se Amazônia Mineração S.A., que associava empresas estrangeiras, inclusive a United States Steel, com a Vale. No final dos anos 70 a Vale pagou uma vultosa indenização à sua parceira, para poder assumir sozinha o controle do empreendimento. Então foi lançado o Programa Grande Carajás (PGC).

O Programa, implantado em 1979, tinha como objetivo realizar a exploração integrada dos recursos dessa província mineralógica, contendo minério de ferro de alto teor, ouro, estanho, bauxita (alumínio), manganês, níquel e cobre e minérios raros. A vida útil das reservas de ferro, estimada na década de 1980, era de cerca de 500 anos.

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O PGC foi regulamentado pelos Decretos-lei nº 1.813, de 24 de novembro de 1980 [1] e Decreto do Poder Executivo n° 85.387 de 24 de novembro de 1980 [4], que criou o conselho interministerial do PGC para supervisionar o programa.

Para a consolidação desse ambicioso projeto, foi implantada uma importante infraestrutura, que incluiu a Usina hidrelétrica de Tucuruí, a Estrada de Ferro Carajás e o Porto de Ponta da Madeira, localizado no Porto do Itaqui, em São Luís(MA).

Junto com as ferrovias, as condições hídricas dos rios amazônicos (com grande volume de águas) são fundamentais para o escoamento dos minerais extraídos, e também para assegurar a operação da usina de Tucuruí, necessária para o funcionamento das indústrias de transformação de minerais.

Porém, os impactos ambientais são vistos até hoje, e não se pode também omitir a criminosa destruição de leitos e poluição das águas de muitos rios localizados dentro do perímetro de sua área de atuação por atividades de garimpo ilegal que utiliza mercúrio para separar o ouro das impurezas.

Mas isso já havia sido denunciado por vários jornalistas, como Lúcio Flávio Pinto, e militantes ambientalistas, mas nada foi feito pelos governos da época e nem da atualidade.

Conheça a história da  Estrada de Ferro Carajás (EFC)

EFC há 30 anos

Completados 31 anos Estrada de Ferro Carajás (EFC) acumula histórias e recordes que a consagraram como um dos grandes ativos da Vale.

A ferrovia liga as minas de Carajás, no Pará, ao Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão, unindo as operações nos dois estados. Com a sua inauguração em 28 de fevereiro de 1985, a Vale entregava oficialmente o "Projeto Ferro Carajás", lançando a cadeia integrada mina-ferrovia-porto no sistema Norte-Nordeste, um dos nossos diferenciais logísticos.

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O primeiro trem de minério de Carajás partiu da Serra Norte em direção à São Luís em 28 de fevereiro de 1985, às 11h50. A composição com 160 vagões carregados de ferro e manganês percorreu os 890 quilômetros da ferrovia em cerca de 24 horas, numa viagem que culminou com o primeiro embarque de minério proveniente da maior província mineral do planeta!

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Pouco mais de um ano depois, em 17 de março de 1986, foi inaugurado o Trem de Passageiros da EFC. Hoje, ao completar 31 anos de operação, o trem é um dos mais modernos do Brasil e transporta cerca de 350 mil pessoas por ano, sendo o único meio de transporte de várias comunidades próximas à ferrovia.

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A EFC tem 892 quilômetros de extensão, ligando a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, em Carajás, no sudeste do Pará, ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luís (MA). Por seus trilhos, são transportados 120 milhões de toneladas de carga, circulam cerca de 35 composições simultaneamente, entre os quais um dos maiores trens de carga em operação regular do mundo, com 330 vagões e 3,3 quilômetros de extensão.

 

Comentários

Manoel Alves em 08/07/2018 10:10:18
O estado do Pará precisa de uma logística ferroviária pra viabilizar a produção dos projetos mineradores , Agro indústria, e a população,

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