A volta de A Província do Pará é um marco à história do Estado

Publicado por Reinaldo Araújo em 20/08/2018 às 09h50

Depois de 16 anos sem circular, volta em formato de Internet, mais atual e político do que nunca

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A minha primeira alfabetização foi lendo gibis de superheróis na praça Pedro II, isso eu deveria ter uns 10 anos. Daí, então, nas bancas de revistas daquela praça comecei a me interessar pelas manchetes dos jornais, que eram  bem maiores que as revistas e com mais páginas.

Na verdade, a minha segunda alfabetização só se deu quando entrei na UFPA, quando passei para o curso de História, em 1990, e o meu santuário básico de estudo e pesquisa era a Biblioteca do Centur, onde me deliciava com os exemplares antigos da Província do Pará. Só o nome já me deixava no século XVIII, da Belle Époque paraense.  

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Prédio de A Província do Pará

Para os quem não eram leitores até então, A Província do Pará foi um periódico que circulou em Belém do Pará e no Brasil, fundado em 25 de março de 1875, por Joaquim José de Assis, circulou como jornal diário por 125 anos. Durante o Ciclo da Borracha, pertenceu ao então intendente de Belém Antônio Lemos.

Em 1947 integrou o grupo dos Diários Associados, tendo sido vendido, em 1997, para o grupo paraense dono da Editora Cejup, Foi novamente vendido em 2001, quando deixou de circular. Era o terceiro jornal mais antigo do Brasil e quinto da América Latina

Agora, depois de 16 anos sem circular, volta em novo formato, e como Lúcio Flávio Pinto destaca: “se havia dúvidas, não há mais motivos para que continuem a existir: é político o principal objetivo da volta de A Província do Pará, relançado pelo empresário Carlos Santos”, afirma o professor e jornalista, que conhece muito bem a imprensa do Pará.

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Empresário e comunicador Carlos Santos

Assim como Lúcio Flávio, acredito que A Província tem um papel político muito importante nessa processo eleitoral que é equilibrar a disputa política na mídia, mesmo em seu formato na Internet, só o peso do nome A província, que já fez história e políticos no Estado do Pará, já é o suficiente para entender que uma parte de nossa História, apesar de tudo, continua em pé e não é nada nostálgico esse sentimento.

Só espero que a inciativa do meu amigo Carlos Santos não se limite apenas ao período eleitoral.

Historicamente falando, a volta de A Província do Pará representa muito para a memória do Estado e seus marcos culturais fundamentais. Sem passado não há presente e nem futuro.

Parabéns pela inciativa Carlos Santos

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