Antes de assumir, Bolsonaro amarga escândalos em família

Publicado por Reinaldo Araújo em 08/12/2018 às 09h57

Você acreditaria se o coelhinho da Páscoa fosse lhe dar presente no Natal?

Pois é! Como um assessor parlamentar que recebe R$ 276 mil por ano movimentaria 1,2 milhões de reais nesse mesmo período?

BOL

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se pronunciou nesta sexta-feira, 7, sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou 1,2 milhão de reais em transações financeiras “atípicas” de um ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), seu filho.

Entre as movimentações de Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do filho do presidente eleito, listadas pelo órgão está a emissão de cheques que somam 24.000 reais para a futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Em entrevista ao site O Antagonista, Bolsonaro disse que Queiroz, ex-motorista de Flávio, devia-lhe dinheiro (40.000 reais) e fez o pagamento a Michelle.

Bolsonaro diz que dinheiro recebido pela futura Primeira Dama foi o pagamento de um empréstimo pessoal.

O conteúdo do relatório do Coaf e a citação à mulher do presidente eleito no documento foram revelados pelo jornal O Estado de S. Paulo na quinta-feira, 6.

“Emprestei dinheiro para ele em outras oportunidades. Nessa última agora, ele estava com um problema financeiro e uma dívida que ele tinha comigo se acumulou. Não foram 24 mil reais, foram 40 mil. Se o Coaf quiser retroagir um pouquinho mais, vai chegar nos 40 mil reais”, afirmou.

Bolsonaro disse ainda que poderia ter colocado o dinheiro em sua conta, dividido em dez cheques de 4.000 reais por Queiroz, mas que o valor foi destinado à conta de Michelle porque ele “não tem tempo de sair”. “Essa é a história, nada além disso. Não quero esconder nada, não é nossa intenção”, completou.

Onyx Lorezoni, futuro ministro da Casa Civil, questionou o papel da Coaf,  órgão ligado ao Ministério da Fazenda e que será transferido para a pasta da Justiça no governo Bolsonaro, nas investigações dos escândalos do mensalão e da Petrobras e subiu o tom de voz com um repórter após a pergunta sobre a origem do dinheiro apontado no relatório.

Onys fica nervoso com pergunta de jornalista

“Onde é que estava o Coaf no mensalão? Onde é que estava o Coaf no petrolão? Esse é o ponto”, disse. “Eu sou o investigador? Não. […] Quanto o senhor recebeu esse mês [perguntou ao repórter]? Não tem a menor relevância a sua pergunta”, completou, antes de deixar a entrevista em um evento empresarial em São Paulo.

Fonte: Revista Veja - 7 dez 2018, 22h03

 

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