Bolsonaro coleciona derrotas no Congresso e no STF

Publicado por Reinaldo Araújo em 14/06/2019 às 14h46

Logo após jornalistas do Intercept Brasil revelarem (09/06) bombásticas discussões internas e “atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da força-tarefa” da Lava Jato, entre o procurador Deltan Dallagnol e o atual ministro da Justiça, Sergio Moro, a vida do presidente Jair Bolsonaro (PSL) não será mais a mesma

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Presidente Bolsonaro - Foto: Google

Movimentações de parlamentares têm alterado a agenda política do Congresso o que deverá comprometer até mesmo a proposta da “Nova” Previdência enviada ao congresso para aprovação, inclusive com mudanças substanciais do texto original, que mantém o reajuste dos benefícios pela inflação do período, descarta a capitalização, mantém o BPC e a aposentadoria rural e muda os limites de idade urbana e para professores.

Crédito extra por liberação de 1 bi contingenciado da Educação

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Abraham Weintraub, Ministro da Educação - Foto: Google

Para se ter uma ideia, o governo conseguiu, nesta terça-feira, 11/06, aprovar, na Comissão Mista de Orçamento (CMO), o projeto que libera crédito extra de R$ 248,9 bilhões para pagamento de benefícios assistenciais e aposentadorias. Mas para conseguir o apoio da oposição ao projeto, o governo se comprometeu a liberação R$ 1 bilhão dos recursos contingenciados para educação, além de outras medidas. Um acordo muito bem costurado pela oposição, endossado pela deputada Joice Hasselmann (PSL).

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Deputada Joice Hasselmann (PSL) - Foto: Google

Decreto das armas é derrubado no senado

Ainda nessa semana, senadores votaram (12/6), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa, o projeto de decreto legislativo (PDL) que susta os efeitos do decreto do presidente da República, Jair Bolsonaro, que facilita o acesso às armas à população. O texto aprovado na comissão segue agora para o Plenário, onde deve ser apreciado com urgência. 

O decreto das armas cumpre uma promessa de campanha de Bolsonaro, mas é visto por  parlamentares como inconstitucional e perigoso, enquanto que 73%dos entrevistados pelo Ibope são contrários à flexibilização de porte para cidadãos, além de tirar do Congresso a prerrogativa do debate sobre o tema, exorbitando as funções específicas dos poderes. 

STF permiti a criminalização da homofobia

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Foto: Google

Para completar a semana astral do presidente Bolsonaro, o STF decidiu nesta quinta-feira (13), por 8 votos a 3, permitir a criminalização da homofobia e da transfobia. Os ministros consideraram que atos preconceituosos contra homossexuais e transexuais devem ser enquadrados no crime de racismo.

Pior presidente dos últimos 25 anos

Não é a toa que o presidente Bolsonaro (PSL) é considerada "ótima ou boa" por 34% dos brasileiros. Essa é a pior avaliação para um terceiro mês de um presidente estreante (ou seja, desconsiderando os segundos mandatos) nos últimos 24 anos, mostra pesquisa do Ibope.

Bolsonaro é menos bem avaliado agora do que foi Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1995, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2003 e Dilma Rousseff (PT) em 2011.

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