Carnaval em Tailândia: a alegria levantou a tristeza.

Publicado por Reinaldo Araujo em 11/02/2016 às 16h11

Mesmo sem apoio, o carnaval em Tailândia vez a festa.

Carnaval Tailândia

 

Teve tempos na História da Humanidade que a alegria e o sorriso eram tratados como coisa do “diabo”. Para a Igreja, na idade Média, a alegria e a comédia eram considerados pecado mortal onde, muitas vezes, os pagãos eram punidos na fogueira por tremenda heresia. 

A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a Quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa, na época, da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã, mas o carnaval é a festa popular mais celebrada no Brasil e que, ao longo do tempo, tornou-se elemento da cultura nacional. 

Não podemos deixar de registrar que mesmo assim, esse ano se comemora 100 anos de samba, um gênero tão brasileiro, que só foi oficializado em novembro de 1916, por Ernesto dos Santos, o Donga, que registrou o primeiro samba na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, “Pelo Telefone”, e entrou para a história. 

Bom, o carnaval é a maior manifestação da identidade cultural do brasileiro, ela tem aspectos do negro, do índio e do europeu. Não é imoral, nem do mal. Infelizmente a mídia “apoteótica” esculpiu o carnaval como uma vitrine para “gringo ver” e ganhar muito dinheiro com patrocínios e comerciais. Infelizmente, também, o carnaval das fantasias caras e mulheres belas e semi-nuas não condiz com a realidade social da falta de saneamento, da Zika Virus, dos baixos índices de educação e a corrupção brasileira.

Em Tailândia, por sua vez, são mais ou menos 10 anos que o carnaval do município está sem total apoio cultural. Segundo informações de membros de blocos carnavalescos da cidade, foram 3 reuniões marcadas que não aconteceram com o prefeito, somente sobrando uma liberação da Praça do Povo e nada mais. É importante ressaltar que o carnaval não é apenas a “festa da carne”. Em muitos municípios, Pará a dentro, é uma das épocas do ano mais esperadas pelo comércio, chegando a se igualar ao Natal e ao Dia das Mães, se comparado às vendas. Num município que vive uma econômica arrochada não dá para ser orgulhoso. Nossos vizinhos de Altamira, Paraupebas, Marabá, Região Metropolitana e outras e o município de Cametá, terra do prefeito de Tailândia, que o digam.

Foi mais um ano que a Liga dos Blocos Carnavalescos de Tailândia (LIBTAI) se colocou à frente e realizou o Carnaval do Povo. Contabilizando, foram 6 dias de festa. Nos dias 4 e 5 (quinta e sexta), o encontro dos blocos foi a Praça do Povo e de 6 a 9 (sábado a terça-feira), o carnaval aconteceu no Texas Rodeio, o que garantiu uma certa segurança aos brincantes, mais não repetidos com relação aos acidentes de trânsito, principalmente de motos.

Ainda estamos longe de termos um Carnaval que seja visto como uma referência tradicional da região, com apoio das instituições Públicas e de todo o comércio da cidade, para oferecer mais vendas, alegria e segurança aos brincantes. Mas, tradição não nasce sozinha é preciso que primeiro alguém faça alguma coisa. Vontade não falta.   

OUÇA TAMBÉM: A MÚSICA DO PRIMEIRO SAMBA REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL.

CLIQUE: https://www.letras.mus.br/donga/1120957/

Pelo Telefone

Donga

 O chefe da folia

Pelo telefone manda me avisar
Que com alegria
Não se questione para se brincar

Ai, ai, ai
É deixar mágoas pra trás, ó rapaz
Ai, ai, ai
Fica triste se és capaz e verás

Tomara que tu apanhe
Pra não tornar fazer isso
Tirar amores dos outros
Depois fazer teu feitiço

Ai, se a rolinha, sinhô, sinhô
Se embaraçou, sinhô, sinhô
É que a avezinha, sinhô, sinhô
Nunca sambou, sinhô, sinhô
Porque este samba, sinhô, sinhô
De arrepiar, sinhô, sinhô
Põe perna bamba, sinhô, sinhô
Mas faz gozar, sinhô, sinhô

O peru me disse
Se o morcego visse
Não fazer tolice
Que eu então saísse
Dessa esquisitice
De disse-não-disse

Ah! ah! ah!
Aí está o canto ideal, triunfal
Ai, ai, ai
Viva o nosso carnaval sem rival

Se quem tira o amor dos outros
Por deus fosse castigado
O mundo estava vazio
E o inferno habitado

Queres ou não, sinhô, sinhô
Vir pro cordão, sinhô, sinhô
É ser folião, sinhô, sinhô
De coração, sinhô, sinhô
Porque este samba, sinhô, sinhô
De arrepiar, sinhô, sinhô
Põe perna bamba, sinhô, sinhô
Mas faz gozar, sinhô, sinhô

Quem for bom de gosto
Mostre-se disposto
Não procure encosto
Tenha o riso posto
Faça alegre o rosto
Nada de desgosto

Ai, ai, ai
Dança o samba
Com calor, meu amor
Ai, ai, ai
Pois quem dança
Não tem dor nem calor

  

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