Com o enfraquecimento de regras, desmatamento volta

Publicado por Reinaldo Araújo em 14/04/2019 às 11h47

Kellen Severo, Jornalista especializada em economia e agronegócios, é âncora e editora-chefe do jornalístico Mercado & Cia, no Canal Rural, destaca em artigo publicado no UOL, em 10/07/2018, que a revista científica Nature Climate Change, publicou um estudo assinado por 10 pesquisadores brasileiros, alegando que o retrocesso ambiental pode custar ao Brasil US$ 5 trilhões até 2050.

DEM

Flagrante de madeira sendo tirada ilegalmente no Pará

Segundo a jornalista, “o material, intitulado ‘A ameaça da barganha política para a mitigação climática no Brasil’, aponta que em troca de apoio político, o governo brasileiro (ainda na gestão de Michel Temer), enfraqueceu regras ambientais e colocou em risco a contribuição do país com o Acordo de Paris, acordo assinado por 200 países para frear o aquecimento do planeta”.

Essa angustia tem gerado muitas críticas de cientistas e ambientalistas ao governo Bolsonaro por não possuir uma política ambiental e até mesmo afirmar que vai tirar o Brasil do Acordo de Paris.

Não é à toa que o democrata prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, afirma que é um "perigo a intenção de Bolsonaro em ‘desenvolver’ a Floresta Amazônica”, o que poderia, conforme de Blasio, “colocar todo o planeta em risco”

Para Eduardo Assad, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e um dos principais especialistas em mudanças climáticas do Brasil, o estudo acerta quando afirma que o avanço do desmatamento tem a ver com o que ele chama de “ruralismo conservador”, prática do século XIX com teses de especulação imobiliária, de que é preciso desmatar para ganhar dinheiro.

Eduardo Assad, ao ser perguntado pela revista Nature Climate Change se o avanço do desmatamento no Brasil tem a ver com o ruralismo conservador, ele responde que, “Essa é uma tese que a gente já tem defendido há muito tempo. É importante separar o joio do trigo, a agricultura brasileira tem avançado muito e tem mostrado que com a intensificação agrícola não tem necessidade de desmatamento, nós podemos dobrar nossa produção agrícola sem fazer isso”, afirma o cientista da Embrapa.

“Por conta desse tipo de análise que tem sido feita desde os anos 90, o Brasil renegociou a proposta de emissão de carbono, assunto que o mundo inteiro está preocupado.  No entanto, vem o presidente Temer e começa assinar medidas provisórias e decretos que diminuem as exigências do licenciamento ambiental e demarcação de terras indígenas e isso facilita que grileiros, posseiros e criminosos que estão no campo hoje cheguem lá e façam esse tipo de desmatamento” afirmou Assad em entrevista no ano passado,

Hoje as mesmas medidas de Temer, que diminuíram as exigências do licenciamento ambiental e demarcação de terras indígenas, estão sendo implementadas pelo governo de Jair Bolsonaro, e o que está acontecendo é o aumento do desmatamento de forma rápida, e é nesse sentido que Bill de Blasio, vem denunciar o “perigo” que Bolsonaro é para o Brasil e o Mundo, para o equilíbrio ao meio ambiente e para a Amazônia.

 

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https://blogs.canalrural.uol.com.br/kellensevero/2018/07/10/o-que-o-agronegocio-tem-a-ver-com-o-avanco-do-desmatamento/

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