Com o “novo” fundo partidário a renovação está prejudicada

Publicado por Reinaldo Araújo em 26/07/2018 às 07h57

"[...] ‘sempre’ deram prioridade a quem já tem mandato, somente não tornavam isso público", afirma professor da Universidade de Brasília

FP1

Falsa Renovação

O professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Ricardo Caldas ver com "naturalidade" a decisão dos partidos em utilizar o dinheiro do Fundo Partidário para a reeleição dos parlamentares que já possuem mandatos. Na opinião do professor, as legendas "sempre" deram prioridade a quem já tem mandato, somente não tornavam isso público.

A divisão do fundo leva em conta a composição da Câmara e do Senado em agosto de 2017 e também o total de votos de cada legenda nas eleições para deputado federal de 2014.

Caldas afirma que sempre houve uma "falsa renovação". "Deputado estadual se elege deputado federal, deputado federal se candidata a governador, governador tenta se eleger senador, senador volta a ser governador. É só uma dança das cadeiras", disse.

FP2

Valores em R$ milhões de reais - Gráfico G1

Para o professor da UnB, quem já tem mandato aparece com mais frequência na mídia e fica mais conhecido entre os eleitores.

Cientista político e pesquisador da UnB, Antônio Testa avaliou que a renovação política nestas eleições deve ser menor do que a verificada em 2014. Segundo ele, na eleição daquele ano, a Câmara renovou 43% dos parlamentares e, neste ano, se chegar a 30% "vai ser muito".

Segundo ele, os partidos são "controlados por oligarquias", o que explica a decisão de privilegiar quem já tem mandato.

"Além de já serem conhecidos, eles têm verbas de gabinete, acesso à mídia da Câmara e do Senado, têm todas as facilidades para viajar, para usar suas equipes. Mesmo falando que não vão usar, eles usam. Então, é um jogo muito desigual", opina.

Para Testa, o eleitor está "refém" do sistema político-partidário. "Os debates são superficiais. Muitos candidatos, pouco tempo para responder, sem aprofundamento de temas. Os candidatos ficam batendo em slogans, frases de efeito, lugares comuns. Não vejo o eleitor como um ator decisivo. O papel dele é votar", afirmou.

Fonte: Entrevista G1 - 26/07/2018

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