Completa 1 ano da morte de ambientalista e o Pará se cala

Publicado em 13/03/2019 às 10h28

No dia 12 de março de 2018, o ambientalista Paulo Sérgio Almeida Nascimento foi assassinado a tiros dentro de casa, em Barcarena. Paulo Sérgio denunciava crimes ambientais no Pará e era ligada a movimento pela terra no distrito de Vila dos Cabanos, em Barcarena e era diretor da Associação dos Caboclos Indígenas e Quilombolas da Amazônia.

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A entidade denunciava os possíveis crimes ambientais da empresa Hydro e questionava a autorização para construção das bacias de rejeito. Em relação ao assassinato, na época, a Hydro divulgou nota afirmando “condenar qualquer ação dessa natureza (ameaça a lideranças comunitárias) e repudia qualquer tipo de associação entre suas atividades e ações contra moradores e comunidades de Barcarena”.
Em janeiro de 2018, o Ministério Público do Pará (MPPA) declarou que já sabia que representantes da associação estariam sofrendo ameaças por parte de policiais militares do município.
Somente após o crime, a promotoria de Justiça Militar solicitou à Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) providências para garantir a vida dos representantes da associação, tarde demais.


O Caso Marielle Franco emociona o Brasil


Três dias depois da morte de ambientalista Paulo Sérgio, no Pará, a vereadora da cidade do Rio de Janeiro pelo PSOL, Marielle Franco, foi assassinada brutalmente a tiros na noite do dia 15/03/2018. Marielle, seu motorista e assessora saíam de um evento em um carro, onde foi alvejada por um atirador que estava em outro carro. Além da parlamentar, o motorista Anderson Pedro Gomes também morreu
Três dias antes de completar 1 ano de idas e vidas nas investigações, dois homens são presos na madrugada desta terça-feira (12) denunciados por participação nas mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
As investigações concluíram que o policial reformado Ronnie Lessa foi o autor dos crimes, tendo efetuado os disparos de arma de fogo, e o ex-policial militar Elcio Vieira de Queiroz estava conduzindo o Cobalt usado na execução.


Caso Paulo Sérgio, o Pará se cala...


No Pará, ao contrário das investigações de Marielle, no Rio, que foi explorado até exaustão pela imprensa local e internaciona, sendo até federalizada, envolvendo a Polícia Federal e o Ministério Público, nenhum resultado da investigação sobre a morte de Paulo Sérgio, diretor da Associação dos Caboclos Indígenas e Quilombolas da Amazônia, foi dado até agora. 
Os setores de segurança pública e da imprensa nada falam sobre a questão e tudo fica por isso mesmo. Enquanto isso, a Hytro continua a poluir rios e ameaçar vidas das populações envolta de suas barragens. O problema está em nosso quintal e poucos dão conta da importância disso.

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Fotos: Google

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