Dados mostram redução da violência em Tailândia e estupros

Publicado por Reinaldo Araújo em 16/12/2018 às 16h25

Números do relatório sobre criminalidade em Tailândia da SEGUP-PA demonstram redução da insegurança e números de violência sexual contra mulheres

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (SEGUP-PA) e a Diretoria de Inteligência, através da 6ª Companhia Independente de Polícia Militar de Tailândia (6ª CIPM) divulgou com exclusividade ao Programa Ponto Final, da Radio Aliança FM, 87,9, e agora por esse Blog, os dados oficiais sobre a Criminalidade no Município de Tailândia, entre 2017/2018.

Segundo os dados fornecidos pela Diretoria de Inteligência da SEGUP-PA, demonstram que no período analisado, constatou uma redução de 16% nos registros de ocorrência  de 235 a menos, ou seja, do total das ocorrências em 2017, que foram de 1.486, em 2018, até a atualização do documento (03 de dezembro), foram 1.251, em todos os delitos, Furtos, Roubos, Lesões Corporais, Tráfico de Drogas, Homicídios, Intervenções Policiais e latrocínio.

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Considere Série 1 Azul Escuro e Série 2 Azul Claro

Em outra ocasião, o major Corrêa, em entrevista à Rádio Aliança, já comemorava esses dados, principalmente a redução de roubo de motos, e dizia que a sua preocupação “agora está nos assaltos sobre moto”, nas áreas centrais.

A cultura do estupro em Tailândia

Outra situação, no entanto, nos chamou atenção, o número de incidências de estupro em Tailândia, segundos os dados esse ano até agora foram 27 estupros registrados em Ocorrência Policial, três a menos, levando 2017 como referência.

Essa constatação nos obriga a acender um sinal de alerta sobre a violência contra mulher, que pode até ter reduzido do ponto de vista da violência doméstica, mas a violência sexual contra as mulheres, apensar da Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, continua, dessa vez de forma covarde, indo diretamente na sexualidade e no psicológico de quem é estuprado.

Foram 57 registros policiais em dois anos, imaginem o que pode estar acontecendo com aquelas que não tiveram a coragem de registrar a ocorrência por medo ou vergonha, isso sem falar dos casos de estupros regidos no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), que seguem em segredo.

O medo, o machismo e comentários preconceituosos calam

A Cultura do Estupro não pode vigorar em Tailândia, nem mesmo a culpabilidade sobre a mulher que sofre a violência, tipo: “quem mandou usar a saia curta e o decote aberto?”, argumentos machistas e preconceituosos, pois toda a mulher que se veste como quer não é puta e se for merece todo o respeito também.

Não é agradável debater o tema, mas é ainda mais desagradável se deparar com a estimativa de que a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil.

Precisamos falar sobre isso, pois essa realidade deve ser compreendida. Primeiramente precisamos entender, de uma vez por todas, que o estupro não acontece só na favela, na baixada, no bairro pobre, com mulheres desconhecidas, o estupro acontece no centro da cidade, nos bairros bacanas, e praticado por “amigos” das vítimas, pelos maridos, companheiros, namorados ou pelos próprios pais. Se deve compreender que não são apenas as mulheres que sofrem esse crime, crianças de todos os sexos e homossexuais também.

Vamos denunciar o estupro, o medo não pode calar quem foi vítima.

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