ELEIÇÕES 2016: Em Tailândia Poder e Religião se misturam

Publicado por Reinaldo Araujo em 26/08/2016 às 08h58

Evangélicos que são candidatos nas eleições desse ano usam da expressão “Satanás Puríssimo” para desqualificar Macarrão.

IRMÃO 1

De acordo com alguns historiadores, a Idade Média foi uma época com pouco desenvolvimento cultural, pois a cultura foi controlada pela Igreja Católica. Afirmavam também que praticamente não ocorreu desenvolvimento científico e técnico, pois a Igreja impedia estes avanços ao colocar a fé como único caminho a seguir.

Nesse período, que consumiu sete séculos das História Social da Humanidade, além das Cruzadas, guerras santas criadas pela Igreja para lutar contra o “mal” que vinha do oriente, ou seja a luta pela cidade Jerusalém contra os mulçumanos, com a criação da Santa Inquisição Medieval, organismos da Igreja Católica destinados a levantar heresias, deu resposta a grandes movimentos populares de toda a Europa, considerados apóstatas ou heréticos para o cristianismo, como a Reforma Protestante de Martinho Lutero.

Os primeiros movimentos de inquisição de muitos que viriam a seguir, muito mais bárbaros e mortíferos, com torturas e fogueiras queimando gente viva, em praça pública.

Ainda sobre a Idade das Trevas, podemos dizer que todo o Poder que Igreja Católica tinha na época advinha do apoio que ela dava ao Rei que comandavam a Europa, então enquanto que o reinado cuidava das guerras e a usurpação das terras conquistadas, cabia ao clero “controlar” o povo. Isso já demonstrava um Poder Político que Igreja exercia.

 IRMÃO 2

"Eu particularmente acho que não há problema nenhum das igrejas buscarem se organizar politicamente, o que não pode acontecer é a utilização da fé e da palavra de Deus para moldar a opinião dos seus fiéis".

Mas quando a Igreja no Brasil começou a ter espaço na política?

Antes da década de 1990, já existiam vários parlamentares evangélicos, mesmo antes da Constituinte. Muitos protestantes históricos e alguns pentecostais, mas não existia uma organização institucional da campanha desse grupo específico. Eram evangélicos que decidiam se candidatar e eventualmente recebiam o apoio de suas igrejas.

Mas no início da década de 1990, a Igreja Universal passou a protagonizar a participação política entre os evangélicos e já começou atuando com um plano político. Ela criou uma forma de fazer política no sentido de quase atuar como partido.

Funciona assim: A cúpula da igreja, formada por um conselho de bispos da confiança de Edir Macedo, indicava candidatos em um procedimento absolutamente verticalizado, sem a participação da comunidade.

Os critérios para a escolha desses candidatos geralmente têm base em um certo recenseamento que se faz do número de eleitores em cada igreja ou em cada distrito. E cada templo, cada região, tem apenas dois candidatos, que seriam o candidato federal e o estadual.

Nos municípios isso se dá da mesma forma. A cúpula regional da Igreja analisa os evangélicos políticos, ou os políticos que mais próximos estão dos interesses de determinada Igreja dominante no município.

Dessa forma, a Igreja interfere na política, como nos tempos da Idade Média, buscando se aproximar mais e mais do poder.

Eu particularmente acho que não há problema nenhum das igrejas buscarem se organizar politicamente, o que não pode acontecer é a utilização da fé e da palavra de Deus para moldar a opinião dos seus fiéis. Isso se chama manipulação e mentir para os crentes que apenas pedem para o Senhor a misericórdia e a purificação de seus pecados.

Recentemente um áudio de um evangélico candidato utilizou a expressão “satanás puríssimo” para conceituar o candidato Macarrão, tentando desqualifica-lo como servo de Deus. Isso é um absurdo!

A cerca de 4 anos atrás, a política adotada por setores evangélicos de Tailândia causou um desastre incalculável ao povo de nosso município, evangélico ou não, elegendo o senhor Ney da Saúde como prefeito, um cidadão de “bem”, mas totalmente incapaz de gerir uma administração pública com pulso e seriedade.

Agora, um grupo de evangélicos políticos querem reeditar a criação de outro “Ney”.

Eu queria dizer a estes evangélicos que se metem na política que deveriam ter mais respeito ao povo de Tailândia e como “irmãos de Deus”, evitarem se utilizar do nome dele para seus interesses próprios, inclusive se escondendo atrás da Bíblia para esconderem também os seus próprios pecados.

Vamos ver o povo de Tailândia com mais respeito, em nome de Deus!

 

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