Em quase 3 meses sem Aeromédico, já foram 18 vidas perdidas

Publicado por Reinaldo Araújo em 31/03/2019 às 09h59

Dia 21 de abril completará 3 meses sem os serviços do Aeromedico e a sua falta já é sentida. Nesse final de semana a servidora pública Lenir Ferreira, moradora do Distrito de Palmares, há 60 km da sede do município, sofreu um infarto, mesmo sendo atendida no HGT, por falta da transferência avançada para outro hospital com mais recursos, a paciente veio a óbito.

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Foto: Google

O Blog Espaço Aberto teve acesso ao Resumo do Relatório sobre os 2 meses sem o Aeromedico

e de acordo com esse levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde de Tailândia, em 19/03/2019, quando indagado a respeito das necessidades das transferências avançadas (Aeromedico), após a suspensão do serviço disponibilizado pelo município, o diretor do HGT encaminhou a Prefeitura de Tailândia, ofício que confirma as graves lesões que a decisão judicial ocasionou a saúde pública em Tailândia.

Segundo o próprio HGT, dentre as 05 remoções avançadas solicitadas ao Estado feitas oficialmente, no período de 21/01 até 19/03 tiveram 02 óbitos de pacientes decorrente do tempo de espera da remoção aérea

para outros hospitais da região, haja visto terem solicitados as transferências à Secretaria de Estado de Saúde Pública, porém devido à demora da resposta infelizmente os pacientes vieram a óbito.

Os números da prefeitura demonstram que

de dezembro de 2018 a março de 2019, os números são calamitosos. Enquanto os números do HGT no mês de dezembro foi 1 óbito na UCI, pelos dados da PMT, somaram 3; em janeiro foram novamente 1 óbito, contra 4 registrados pela prefeitura; em fevereiro foram 4 pelo números do HGT, e 7 pelos dados da prefeitura municipal; em março, não morreu ninguém, mas a prefeitura registrou 4 óbitos, até 19/03. Os números levantados totalizam, para o HGT 4 óbitos, contra 18 totais registrados pela prefeitura, de 21/01 a 19/03.

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Fonte: Prefeitura Municipal de Tailândia

Sobre essa questão,

o setor jurídico da prefeitura nos informou que para “qualificar a informação prestada pelo diretor clínico do HGT, a Secretaria de Saúde do Município fez um levantamento dentre as 49 remoções realizadas de ambulância no período de 21/01/2019 (data da decisão que suspendeu os serviços de aeromedico), constatou-se a partir da análise dos formulários de solicitação de transporte via ambulância Inter Hospitalar, identificou-se que das 24 remoções realizadas de ambulância os quadros clínicos foram de Infarto agudo do miocárdio com supra nivelamento do seguimento ST, traumas raquimedular, intervenção neo natal, urgências obstétricas com pré-eclâmpsia e eclampsia, traumatismo craniano, traumas abdominais fechados que necessitam de intervenção imediata com UTI pós operatório”, relata.

Além da falta de transferência avançada, constatou-se que estes pacientes se submeteram a riscos de pioras das suas patologias em face da viagem de até 5 horas em ambulâncias de remoção simples,

pois em Tailândia não há ambulância equipada com UTI, nem tão pouco o HGT está preparado para algumas patologias clínicas, pois sequer UTI ou banco de sangue possui.

Segundo o levantamento realizado pela Prefeitura

no período de 21/01/2019  até 19/03/2019, conforme figura abaixo, o número de óbitos dentro da Unidade de Cuidados intermediário (UCI) dentro do HGT indicou a quantidade de 18 óbitos de pacientes que nem sequer foram referenciados para atendimentos em outros hospitais do Estado.

Por fim, o relatório  conclui que

“Há elevada urgência na concessão do pedido de suspensão do bloqueio dos serviços da Aeronave, pois a decisão acatada pela Justiça é contrária à ordem pública e jurídica e causa risco de grave lesão à saúde pública municipal, pois, acentua e muito o número de óbitos de pacientes graves que necessitam de transferência para hospitais estaduais ou privados com melhor retaguarda, bem como de resgate de pacientes graves de forma imediata da zona rural, com difícil acesso, para atendimento no HGT”.

 

Comentários

Max Fernandes em 31/03/2019 11:17:10
Mas eu tenho certeza que logo mais o AeroMédico estará de volta em Tailândia.
Max Fernandes em 31/03/2019 11:15:44
Muito triste mesmo e ainda tem uma Vereadora ai que diz que nunca viu ninguém morrer por falta de transferência. 🤦‍♂️

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