Enquanto isso, só levamos ferro!

Publicado por Reinaldo Araújo em 24/09/2018 às 16h07

O povo do  Pará e o Brasil somente têm a perder com a política de mineração vigente

VALE

A Cina e a sua "Economia Socialista de Mercado"

A China, indiferente com as crises de outros países desenvolvidos, caracteriza-se como uma “economia socialista de mercado”, ou seja, um sistema político estatal controlado pelos líderes do Partido Comunista, os quais assumem a posição de defensores dos interesses da nação e, ao mesmo tempo, exercem práticas capitalistas de mercado.

Nesse sentido, é claro que a China vai pressionar a Companhia Vale, no Estado do Pará, a expandir a produção de minério de ferro, pois sendo a República Popular da China o maior país da Ásia Oriental e o mais populoso do mundo, com mais de 1,38 bilhão de habitantes, quase 1/5 da população da Terra, ainda é a maior compradora de minério do planeta.

O Blog do Branco foi muito feliz por trazer a luz do sol do Equador os dados sobre a mina S11D em seu artigo “China pressiona e Vale poderá expandir a produção no S11D. A Serra Norte continua a conviver com o futuro incerto”, (que, com licença, vou usar), publicado no dia 24/09, que nos deixa aterrorizados com os números dos investimentos em minérios no Pará.

Os números da riqueza que vão embora assustam

Aí, a S11D, localizado no município de Canaã dos Carajás, sudeste do Pará, vem alegrando a mineradora Vale e seus acionistas desde quando iniciou o seu processo de operação. Essa mina é o maior empreendimento mineral da Vale em solo brasileiro, situado na Serra Sul.

Dessa forma, a China define as suas estratégias internas e consequentemente pauta o mercado internacional. A nova estratégia da Vale é um exemplo disso, e o S11D é a fonte de riqueza de longe com o melhor custo-benefício.

Mas não é só isso, o custo de produção é muito bom para se ter lucros, pois é barato demais. O valor para se retirar uma tonelada de minério na Serra Norte, em Carajás, nas minas N4 e N5 é de US$ 13,5; já no S11D, pasmem! Gira em torno de US$ 9,2 com a estimativa que, em 2020, esse valor não ultrapasse US$ 7,7. Portanto, quase a metade do que se gasta em produção por tonelada em Carajás, em sua Serra Norte.

Eu falei esses número a alguns amigos, disseram para mim que eu estava mentido, que o valor da retirada do minério era muito mais caro. É mesmo. Para nós...

O valor para se retirar uma tonelada de minério na Serra Norte, em Carajás, nas minas N4 e N5

 

US$ 13,5

O valor para se retirar uma tonelada de minério S11D

US$ 9,2

Estima-se o valor de retirada do minério até 2020

US$ 7,7

Ao total esse empreendimento custou para que o projeto se tornasse realidade 14,3 bilhões de dólares. Assim, como afirma o Blog do Branco, “o desenvolvimento de produção surpreende até mesmo os engenheiros que produziram os mais detalhados prognósticos referentes aos níveis de operação e continuam a se surpreender positivamente com a velocidade das etapas atingidas antes do tempo previsto”. 

Com base nessas informações é fácil compreender porque nosso minério é tão disputado. Vendemos as nossas toneladas a preço de melancia e os candidatos ao governo do Estado ficam brigando na lambuzeira de quem é mais ficha suja.

Até quanto tempo viveremos esmagados pela Lei Kandir e seus defensores? E aí, até quando criaremos empregos em outros Estados e outros Países?

Para nós sobram apenas os buracos, falta de desenvolvimento, desemprego e e miséria 

E aí? Só levamos ferro, o tempo todo...

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