Governo Bolsonaro: “...um deserto de ideias.”

Publicado por Reinaldo Araújo em 23/03/2019 às 16h37

A Reforma da Previdência está mais para um museu de grandes novidades...

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Clã Bolsonaro atrapalha o governo mais uma vez (Foto: UOL)

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro fazia a sua política unilateral que beneficiou somente o governo norte-americano, Sérgio Moro (ministro da Justiça) e Carlos Bolsonaro (vereador do PSL carioca) tripudiavam a vida do presidente da Câmara dos Deputados e por quebra, a Lava-Jato ainda prendeu Michel Temer e o sogro de Rodrigo Maia, o ex-ministro Moreira Franco.

Mas não sobrou só para o Maia,

desde que assumiu o governo, há três meses, a popularidade do presidente Bolsonaro caiu 15%. Com 34% de ótimo ou bom, ele é o presidente eleito com a pior avaliação no primeiro trimestre de governo, desde a redemocratização. Perde somente para Fernando Henrique, Lula, Dilma e até Collor.

Será preciso uma ação de “guerra”

para resgatar os ânimos para a Reforma da Previdência. Após o estrago feito por Carlos Bolsonaro, Rodrigo Maia se afasta da articulação da Reforma e cobra de Bolsonaro para que “saia das redes sociais” e se porte como Presidente da República.

Essa rede de intrigas está assustando o mercado

e os especuladores, isso será fundamental para a rearticulação em volta da Reforma da Previdência

Em entrevista a O Estado de SP  (23/03/19), Maia engrossa as críticas,

“as pessoas precisam da reforma da Previdência e, também, que o governo volte a funcionar. Nós temos uma ilha de governo com o Paulo Guedes. Tirando ali, você tem pouca coisa. Ou pouca coisa pública. Nós sabemos onde estão os problemas. Um governo de direita deveria estar fazendo não apenas o enfrentamento nas redes sociais sobre se o comunismo acabou ou não, mas deveria dizer: “No lugar do Minha Casa, Minha Vida, para habitação popular nós estamos pensando isso; para saneamento, nós estamos pensando aquilo”.

Bolsonaro se diz pressionado pela “velha política”,

porém, o governo deveria na prática mostrar o que é essa “nova política” que ele tanto defende, pois o que os brasileiros veem na verdade é um museu de grandes novidades.

57,7 milhões de eleitores estão esperando desde a posse de Bolsonaro um governo que funcione

e cumpra as promessas de acabar com a corrupção e resolver os abismos das desigualdades sociais que assolam o país.

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Sexta-feria, 22/03, manifestações contra a Reforma da Previdência em todo o Brasil (Foto: Google)

Não acredito que o governo e o setor entreguista brasileiro vão desistir da Reforma da Previdência.

Os movimentos foram dados: instalação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara, e a proposta de reforma da previdência dos militares já está a caminho. Sem dúvida, no momento certo à batuta de Paulo Guedes iniciará o ensaio e os tramites serão seguidos, cabe saber se os movimentos sociais e gritos das ruas vão permitir a destruição da Previdência Pública do povo brasileiro.

Para isso, as trincheiras estão levantadas desde o resultado final das eleições de 2018.

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As redes sociais terão um papel importante nessa batalha contra a Reforma da Previdência

 

Outros atores aparecem ao lado da resistência histórica do sindicalismo e dos estudantes, os movimentos LGBT, de defesa dos direitos das mulheres, dos negros, quilombolas e populações tradicionais, trabalhadores rurais, povos indígenas, idosos, a juventude, os portadores de necessidades especiais e meio ambiente, isso sem falar das tecnologias da informação, que desempenharão um papel importantíssimo nessa batalha.

Leia na íntegra a entrevista do presidente da Câmara do Deputados, Rodrigo Maia, a O Estado de SP

 

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