Instituto Acertar vê novos cenários às campanhas no Pará

Publicado por Reinaldo Araújo em 28/06/2018 às 08h41

Mulheres se destacam em número e nível escolar, eleitorado paraense envelhece e eleitores entre 16 e 18 anos representam 2%.

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Imagem: Google

Segundo o Instituto Acertar, dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), publicados para o mês de abri/18, antes do fechamento do Recadastramento Biométrico que ocorreu no Brasil e encerrou sua 4ª etapa, no dia 09/05/2018, apontam indicadores eleitorais que devem ser levados em consideração pelos estrategistas das campanhas eleitorais dos candidatos que irão concorrer a cargos eletivos. Segue abaixo as apontações do Instituto

Região Norte

A Região Norte, com 11.411.669 eleitores, representa (7,78%) do eleitorado nacional, e o Estado do Pará, com seus 5.429.513 eleitores, detém (47,58%) do contingente eleitoral da região, sobrepondo-se a todos os outros estados da Região Norte.

Estudos no site do TSE/TRE, realizados pelo Instituto Acertar, apontaram que entre dezembro de 2017 a abril de 2018, houve atenuação no número de eleitores da capital paraense. Em dezembro de 2017, somavam 1.065.580 eleitores e, em abril de 2018, esse número passou para 968.974, apontando uma diminuição de 96.606 eleitores.

Migração eleitoral

Acredita-se que esse fato esteja relacionado com o Recadastramento Biométrico, que se encerrou no dia 09/05/18. O resultado do estudo apontou também, que no mesmo período analisado, houve crescimento do eleitorado do município de Ananindeua, em 16.901 eleitores. Esse fato sinaliza que poderá ter ocorrido migração dos eleitores de Belém para outros colégios eleitorais, como no caso de Ananindeua, que obteve crescimento significativo, além dos municípios de Marituba e Castanhal, na região metropolitana, entretanto, não são descartados outros fatores

Mulheres são maioria do eleitorado: 50,6%

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Ainda de acordo com o último levantamento, realizado pelo TSE/TRE, o eleitorado do Estado do Pará está distribuído da seguinte forma: 49,4% são eleitores do sexo masculino e 50,6% do sexo feminino, distribuídos entre algumas faixas etárias de idade.

A faixa etária entre 18 e 34 anos representam 42% do eleitorado, seguido de 41% dos entre 35 a 59%, ou seja, o eleitorado esta envelhecendo, mas seguindo as inovações tecnológicas

As pessoas com idade que varia de 18 a 34 anos representam 42,0% do eleitorado paraense. Esse público, caracterizado como jovem, vive a era da tecnologia, com uma linguagem toda específica no jeito de falar e escrever, muitos deles já acordam abrindo o Windows e navegando no celular, vão direto para as redes sociais. É um público arredio às normas e até mesmo desiludidos com a política e os políticos. Atingir esse público será um desafio para os profissionais de marketing político. Não por estarem plugados nas redes sociais que estejam receptivos a qualquer tipo de propaganda eleitoral. O público jovem deseja mudança, está indeciso, muitos pretendem anular o voto ou votar em branco. Essa fração da sociedade poderá dar o tom para as campanhas eleitorais e até mesmo influenciar seus familiares quanto da decisão do voto.

Aqueles com 35 a 59 anos são o público da meia idade, formado por 41,8% do eleitorado paraense. Esse público está cético, pessimista em relação ao futuro do Brasil e do Estado do Pará; muitos desempregados, sentem-se traídos pela classe política, e estão rejeitando até tecer opiniões sobre o quadro sucessório político eleitoral.

A voz da experiência (60 anos) soma 14,2%

Aqueles com 60 anos a mais é um público formado por 14,2% do eleitorado. Do conjunto dos eleitores, 2,0% estão na faixa etária de idade entre 16 e 17 anos. Vale ressaltar que o voto é obrigatório para os cidadãos com idade entre 18 e 70 anos. Para aqueles de 16 e 17 anos, analfabetos e maiores de 70 anos, o voto é facultativo no Brasil.

Outro dado interessante a ser observado está relacionado à distribuição do eleitorado pelo nível de escolaridade. O Pará concentra um contingente de eleitores que declararam ao Tribunal Regional Eleitoral – TRE que são analfabetos (6,3%) ou que somente lêem e escrevem (12,9%), totalizando 19,2%. Esse é um grupo de eleitores que poderá ter dificuldade para acessar a urna eletrônica, ou mesmo pode deixar de ir à seção de votação. Aqueles que somente estudaram até o ensino fundamental completo ou não correspondem a 35,5% dos eleitores; com o ensino médio estão 35,8% e, com o ensino superior, 9,5% do eleitorado paraense.

Os dados do estudo apontam que as mulheres são mais escolarizadas que os homens. Elas somam um contingente de 83,4% dos que possuem algum nível de escolaridade, enquanto os homens escolarizados correspondem a 78,1% do total de eleitores.

Mulheres levam vantagem em nível de estudo

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Os homens representam 7,6% do eleitorado com curso superior completo ou não, enquanto as mulheres somam 11,2%. Em relação ao nível médio de escolaridade, mais uma vez as mulheres superaram os homens. Elas representam 38,8% dos eleitores, e os homens, 32,7%. Quanto ao ensino fundamental, os homens representam (37,8%), e as mulheres, 33,4%.

Esses dados são importantes para aqueles que forem traçar suas estratégias eleitorais. O público feminino, principalmente os jovens, encontra-se preocupado com o futuro profissional, com a cidade e com as políticas públicas que possam amenizar os problemas sociais que há muito tempo afligem a sociedade belenense e paraense.

Fonte:

https://institutoacertar.wordpress.com/2018/06/18/retrato-eleitoral-do-estado-do-para-eleicoes-2018/

 

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