Morreu mais um no HGT...

Publicado por Reinaldo Araújo em 18/07/2018 às 09h40

...poderia ter sido um de nós...

PARTO

A questão da infecção puerperal que matou a jovem Hellenyta levanta uma questão: estamos salvos no HGT ou nosso futuro é virar estatísticas?

Semana passada Tailândia se comoveu com a trágica morte de Hellenyta Soares, 23 anos, devido a uma infecção puerperal, adquirida no Hospital Geral de Tailândia (HGT) depois de ter tido um parto normal.

Esse episódio é mais um das situações absurdas que são presenciadas no hospital geral que nos faz refletir sobre o tipo de atendimento e prática médica que é feita naquele ambiente hospitalar.

O que é um Infecção Puerperal

A infecção puerperal é aquela que afeta o aparelho genital feminino no período pós-parto. Estima-se que entre 1% a 7,2% das gestantes apresentam esta afecção nesse período, sendo, no Brasil, uma das principais causas de morte materna.

Dentre as causas e os fatores de risco envolvidos na infecção puerperal podemos classificar a Infecção da ferida pós-operatória, tanto no caso de cesariana quanto de episiotomia, que é um corte cirúrgico feito no períneo, que é a região entre a vagina e o ânus, formada por músculos. Ocorre durante o parto normal, com a intenção de facilitar a passagem do bebê.

Mas também são outros os casos que podem levar a Infecção Puerperal, tais como a presença de celulite perineal; retenção de restos de membranas gestacionais no útero; infecção do trato urinário; sepse da flebite pélvica; mastite; deficiência nutricional; diabetes; obesidade.

As manifestações clínicas desta condição variam de acordo com o local da infecção e com a extensão do processo infeccioso (www.infoescola.com/doencas/infeccao-puerperal/). A paciente pode apresentar febre, calafrios, mal-estar geral, palidez e frequência cardíaca acelerada.

No mundo o percentual mínimo de morbidade de infecção puérpera em parto normal é de 3%, no Brasil chega a 1%.

Atualmente, apesar do avanço científico e tecnológico nas diversas áreas do conhecimento, a infecção puerperal constitui, ainda, grande problema pela sua prevalência, morbidade e, até mesmo, letalidade. Internacionalmente, a infecção puerperal apresenta índices que oscilam entre 3 e 20%, com valores médios de 9%.

Segundo Elisângela Euripedes Resende Guimarães (Et al, 2007), em artigo publicado na Revista Latino-americana de Enfermagem, “[...]no Brasil, esses índices variam em torno de 1 a 7,2%. Entretanto, vale ressaltar que esses índices de infecção podem estar subestimados, considerando o alto índice de parto cesáreo, importante fator de risco, falha no sistema de vigilância, bem como a inexpressiva conscientização e envolvimento das pessoas para melhor apresentação da realidade.

Atualmente, no Brasil, a intervenção no parto ocorre sobretudo em unidades hospitalares, verificando-se menor número de opção pelo parto normal e uso abusivo do procedimento de parto cesáreo. Vale destacar que o Brasil é considerado um dos países que tem apresentado um dos maiores índices de parto cesáreo do mundo, o que contribui para o aumento do risco de mortalidade materna, especialmente, por infecção.

Para isso, a assistência hospitalar ao parto deve ser segura, garantindo, para cada mulher, além dos benefícios dos avanços tecnológicos e científicos, a sua autonomia no parto, permitindo que ela seja o sujeito do processo e defina aquilo que entenda ser melhor para ela e para seu filho.

Não se pode banalizar a morte de forma nenhuma como é feita pelo HGT

É inadmissível a morte por infecção puerperal. Hoje existe tratamento, antibióticos... Quando se banaliza a vida não há desculpa que justifique. Morrer de infecção puerperal pode até ser normal mas em países como a Gambia, República do Congo, no Haiti, não quando há um vasto aparato tecnológico e recursos humanos capacitados não há explicação, isso ninguém vai engolir.

Se o HGT não dá conta de seu papel e responsabilidade com a população de Tailândia temos que exigir do governo do Estado mudanças sérias, inclusive a saída dessa organização social que administra o hospital.

Fora IDHS!

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