Multidões e festas não se traduzem em votos

Publicado por Reinaldo Araújo em 30/07/2018 às 14h35

Hélder não pode esquecer que eleição não é mágica, voto não nasce em árvore, nem pedi carona, tem que correr atrás

HELDER1

Depois emplacar o PSD, com a força das alianças que estão sendo traçadas a nível nacional, diga-se de passagem, centralizadas na estratégia “Geraldo Alckmin” (PSDB) para criar o candidato à presidência da República das elites, que envolva toda a centro direita, isolando de vez a candidatura de Bolsonaro, Hélder Barbalho e sua coordenação de campanha devem estar preparando uma monumental convenção para os próximos dias para consagrar a sua candidatura, ou como destaca o blogueiro Sávio Barbosa: “a campanha das multidões”, num bom entusiasmo da perspectiva política.

Tudo indica que depois de vários vacilos da coordenação de campanha as coisas começam a melhorar para o lado de emedebista, pois Helder Barbalho, numa decisão certeira, definiu seu candidato à vice-governador, Lúcio Vale, hoje deputado federal e filiado ao Partido da República (PR), a sigla que mais tem prefeitos e vereadores no Estado. Decisão essa muito antes do seu principal adversário eleitoral.

Outro importante aliado na campanha ao governo Estado é a fatia dos partidos evangélicos, como o PRB, ligado à Igreja Universal, que deve arrebanhar votos para Hélder, que se une ao PSC, de Zequinha Marinho, ligado a Assembléia de Deus.

Outra estratégia bem usada pelo candidato de Jader Barbalho é a mobilização festiva, através da “Caravana do Trabalho”, como muito bem destacou Sávio Barbosa, o que mantém uma campanha alegre e jovem, mas se o foco for os eleitores mais jovens estará batendo na porta de forma errada.

Segundo o levantamento feito pelo Instituto Acertar sobre o perfil do eleitor paraense, observa-se que a faixa etária de 18 a 34 anos representam 42% do eleitorado paraense. Esse público, caracterizado como jovem, vive a era da tecnologia, com uma linguagem toda específica no jeito de falar e escrever, muitos deles já acordam abrindo o Google, navegando no celular e indo direto para as redes sociais. É um público arredio às normas e até mesmo desiludidos com a política e os políticos.

Atingir esse público será um desafio para os profissionais de marketing político. Não por estarem plugados nas redes sociais, que estejam receptivos a qualquer tipo de propaganda eleitoral. O público jovem deseja mudança, está indeciso, muitos pretendem anular o voto ou votar em branco. Essa fração da sociedade poderá dar o tom para as campanhas eleitorais e até mesmo influenciar seus familiares quanto da decisão do voto, enfim, estão em disputa..

Outra faixa etária pouco fácil de ser convencida são aqueles com 35 a 59 anos são o público da meia idade, formado por 41,8% do eleitorado paraense. Esse público está cético, pessimista em relação ao futuro do Brasil e do Estado do Pará, muitos estão desempregados, sentem-se traídos pela classe política, e estão rejeitando até tecer opiniões sobre o quadro sucessório político eleitoral.

Mesmo assim, segundo Sávio Barbosa, “[...] A Caravana (do Trabalho) tem sido recebida com festa por onde passa e surpreendido os analistas políticos, por ser um sucesso de público os eventos em tempos de descrédito com a política”, é verdade...todos sabem que Hélder vem visitando os municípios do Pará desde muito tempo, mas isso não foi suficiente para elegê-lo em 2014.

A eleição de 2014 foi uma eleição totalmente diferente dessa, somente ser festivo e alegre não traz votos, mesmo porque a campanha de verdade ainda não começou.

Vamos ver até quando vai durar essa mobilização e toda essa alegria...

Enviar comentário

voltar para Home

left show fwB tsN b01s bsd|left tsN fwB|left show fwB tsN|bnull|||news login uppercase c05 b01 bsd|fsN fwR uppercase b01 c05 bsd|fwR c05 uppercase b01 bsd|login news fwR uppercase b01 c05 bsd|tsN fwR uppercase b01 c05 bsd|fwR c05 uppercase|content-inner||