O cerco fecha sobre Moro que terá mais complicações

Publicado por Reinaldo Araújo em 20/06/2019 às 08h07

O ministro Sérgio Moro reiterou no Senado, que os diálogos mostrados até agora são "completamente normais", afirmou que não houve conluio com o Ministério Público, ter sido alvo de 'grupo criminoso' e diz que deixaria cargo se comprovadas irregularidades, esse foi o resumo do depoimento do ministro da justiça, que até agora contêm a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e se mantém no governo

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Em 18 de junho, indo no sentido contrário, o site Itercept divulgou mais um trecho do chat privado entre Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, que revelou que o ex-juiz discordou de investigações sobre o ex-presidente FHC na Lava Jato porque, nas palavras dele, não queria “melindrar alguém cujo apoio é importante”. O diálogo ocorreu em 13 de abril de 2017, um dia depois do Jornal Nacional ter vinculado uma reportagem a respeito de suspeitas contra o tucano.

O governo não “ver nada anormal”, mas objetivamente essa postura de Moro prova a acusação que Dallagnol classificou como ‘recado de imparcialidade’ já que o fato era de “conhecimento interno do Ministério Público desde o final de 2016, graças à delação de Emílio Odebrecht, que afirmou que deu ‘ajuda de campanha’ a FHC para as eleições vitoriosas de 1994 e 1998”, segundo The Intercept.

A Lava Jato então, para manter a sua “imparcialidade”, fingiu que FHC foi investigado em processo que já havia caducado, por isso foi arquivado, porém, diante das revelações do The Intercept, os vazamentos estão indo em direção a um tsunami político grave para Sérgio Moro e a turma de Curitiba. É só aguardar os próximos capítulos.

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