O desafio da disputa pelo Senado no Pará

Publicado por Reinaldo Araújo em 05/05/2018 às 16h32

Esse ano o Pará renovará dois terços de senadores, ou seja, você votará duas vezes para senador.

SE

Para que serve o Senado Federal?

O Senado Federal é um Poder muitas vezes simbólico, porque em minha opinião, a Câmara Federal já é suficiente para aumentar as despesas do Estado e não se tem necessidade de senadores que fazem as mesmas coisas que os deputados, tipo criar leis e fiscalizar o Executivo, mas vamos lá.

O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário.

Segundo a página do Senado na Internet, cada Estado e o Distrito Federal elegerão três senadores, com mandato de oito anos e cada senador será eleito com dois suplentes, que não recebem votos, mas são indicados em chapas junto com os nomes dos titulares.

A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços. Os senadores representam os estados e não a população, por isso não há proporcionalidade em relação ao número de habitantes de cada estado.

Pesquisas desenham e redesenham o cenário

Pois bem, até março, os principais candidatos que se afirmavam como vitoriosos nas pesquisas eleitorais era Jader e Jatene. Já que Jader Barbalho abriu mão de uma cadeira no Senado para ser candidato a Deputado Federal, e Simão Jatene não se descompatibilizou, as duas vagas estão em aberto.

Em pesquisa realizada pelo Instituto Acertar, de 03 a 08 de março de 2018, o quadro para o Senado Federal era o seguinte:

“Na intenção do voto estimulado para o cargo de senador do Pará, três dos nove pré-candidatos expostos aos eleitores apresentaram índices semelhantes, o que denota um quadro totalmente indefinido para as duas vagas ao Senado Federal.

Jader Barbalho teria hoje 12,7% do total dos votos dos eleitores, contra 10,0% de Simão Jatene, 7,8% de Úrsula Vidal, 6,5% de Mario Couto, 5,4% de Flexa Ribeiro, 5,1% de Zé Geraldo. Marinor Brito, alcançaria 5,1%. Zequinha Marinho e Jarbas Vasconcelos alcançaram 4,2% e 1,1%, respectivamente, das preferências. Os votos em branco/nulo/em nenhum perfazem 24,4%, e 18,4% mostraram-se indecisos” (Instituto Acertar/2018).

SE2

Fonte: Instituto Acertar/2018

Ou seja, com saída de Jader e Jatene, ficam no páreo Úrsula Vidal, Mário Couto, Flexa Ribeiro e Zé Geraldo. Nesse cenário temos que ser bastante claros, temos dois candidatos de cada lado que têm as suas histórias políticas escritas no Pará. Mário Couto já foi Senador da República, eleito em 2006, e Flexa Ribeiro que está no último ano do segundo mandato (2010), sendo que o  primeiro mandato foi em 2005, empossado pois seu titular Duciomar Costa se elegeu prefeito de Belém. Outro fator importante é que Flexa Ribeiro e Mário Couto representam o “velho”, representam o governo e os interesses do latifúndio, das mineradoras e do atraso.

SE3

Mário Couto e Flexa Ribeiro

Por outro lado, Úrsula e Zé Geraldo aparecem como novatos nessa disputa, representam a oposição ao governo Temer e Jatene, representam em parte a luta pela renovação na política e podem ocupar as duas vagas para o Senado nas “barbas” das raposas do Pará.

Uma outra questão: quem será o candidato do MDB ao Senado? Sempre são as cartas na manga de Jader: Priante, Elcinone, ou um boi de piranha, enfim, quem será?

A disputa é pela hegemonia

Se Úrsula Vidal manter o discurso de oposição e contra a corrupção e ser o centro das reivindicações da classe média da Região Metropolitana e das cidades de médio porte do Pará e Zé Geraldo centrar em toda a sua contribuição para a cassação de Eduardo Cunha e outras ações como parlamentar, muitas surpresas ainda poderão acontecer.

Mas é certo afirmar que quando a disputa pelo senado são por duas cadeiras, nas últimas eleições pelo menos, uma fica com a chapa governista e a outra com o candidato de centro esquerda, isso não tem mudado, só que dessa vez o fator governo está em desvantagem.

Quem assumir a bandeira do governo federal terá o grupo do “Fora Temer” no encalço, quem estiver ao lado de corrupto, vai queimar na fogueira.

Não tem como fugir do discurso nacionalista e populista da esquerda, nem das vitimizações do PT, do discurso do “golpe” e da “prisão política” do Lula, ainda mais se ele mesmo for candidato.

SE4

Úrsula Vidal e Zé Geraldo

A esquerda tem a sua chance

Assim, pela primeira vez na história do Pará há as condições necessárias para eleger dois senadores de centro esquerda do Pará no Congresso Nacional.

Recentemente o Instituto Veritate divulgou uma pesquisa em que coloca a pré-candidata do PSOL com 37% de chances de se eleita ao senado,o próprio IBOPE, já deixava Zé Geral entre os quadro candidatos com mais possibilidade, isso quando Jáder e Jatene eram potenciais candidatos

Com a virada do quadro, os candidatos governistas têm que rebolar para conseguirem reverter essa situação, mas sabemos que o PSDB com a máquina do Estado na mão é capaz de tudo.

Porém, o nosso leitor deve buscar compreender todos esses cenários colocados, pois será seu voto que vai definir esse confronto, que depende de estratégias para convencer os eleitores a confiar nos políticos.

Na própria pesquisa do Instituto Acertar, 24,4% afirmam que votarão branco ou nulo e 18,4% não sabem em quem vão votar. Só para você ter uma ideia.

Enviar comentário

voltar para Home

left show fwB tsN b01s bsd|left tsN fwB|left show fwB tsN|bnull|||news login uppercase c05 b01 bsd|fsN fwR uppercase b01 c05 bsd|fwR c05 uppercase b01 bsd|login news fwR uppercase b01 c05 bsd|tsN fwR uppercase b01 c05 bsd|fwR c05 uppercase|content-inner||