O governo federal e a “leseira” dos parlamentares paraenses

Publicado por Reinaldo Araújo em 05/07/2018 às 08h01

Está hora de dividir o bolo, ao invés de deixar aqui apenas os impactos ambientais e socioeconômicos dos grandes projetos

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Após o anuncio do governo Temer de que seria renovada a outorga por mais 30 anos para a exploração da Ferrovia de Carajás por parte da Vale, o Governo do Pará apenas lamentou a decisão da esfera federal nesta quarta-feira (4) e disse que “irá tomar as medidas cabíveis contra a decisão”, afirma em nota.

O Governo do Pará reiterou que “tem compromisso com o federalismo”, mas exigiu que a compensação pelo uso de suas riquezas beneficie também o desenvolvimento do Pará e não apenas o de outras regiões.

A proposta do governo estadual indica que ao invés de aplicar recursos em outros empreendimentos que em nada podem contribuir para com o desenvolvimento do Estado, a compensação pode ser utilizada diretamente no projeto da Ferrovia Paraense.

O que é surpreendente é que até às 18 horas de ontem (04), nenhum pré-candidato ao governo do Estado havia se pronunciado a mais esse ataque frontal do governo Temer sobre o Pará.

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O Estado não possui representação política em Brasília

O que mais parece é que o Estado não possui representação política em Brasília, tudo um bando de “lesos”, e se tem, só sabem das decisões do governo em cima da hora, também pudera, desde a primeira denúncia contra Michel Temer movida pelo então procurador da República, Rodrigo Janot, os deputados federais do Pará se calaram, como marionetes, frente aos desmandos de Temer com o povo paraense.

Agora nenhum candidato a reeleição ao cargo parlamentar "safou" a barra de Temer nas denuncias do Ministério Público Federal, e até batem nele nos discursos de lançamentos de suas candidaturas. É muita falta de consideração. Dos 17 deputados federais do Pará, 13 votaram nas duas denuncias a favor de Michel Temer.

A maioria são amigos de Temer

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O que nós sabemos é que o que realmente é “compensador” são as emendas parlamentares que ninguém nunca vê na prática, mas que servirá para abarrotar as campanhas das eleições de outubro próximo.

O que é importante salientar é que o Estado do Pará é o Estado mais rico da federação e a rodovia Carajás tem uma dívida social imensa para com o povo paraense e está na hora de dividir o bolo, ao invés de deixar aqui apenas os impactos ambientais e socioeconômicos dos grandes projetos.

 

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