O HGT mata mais que bala de tiro ao alvo...

Publicado por Reinaldo Araújo em 16/07/2018 às 17h55

Números mostram que HGT mente e que seu perfil de baixa complexidade não interessa ao povo de Tailândia

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O Hospital de Tailândia (HGT), foi inaugurado oficialmente em 2010, digo oficialmente porque foi inaugurado em três governos: de Almir Gabriel, Ana Júlia Carepa e depois no segundo mandato de Simão Jatene.

Com o seu funcionamento o Povo de Tailândia pensou que chegava novos ares à saúde municipal, mas se enganou fatalmente.

Sendo um hospital que funciona em baixa e média complexidade na mesorregião nordeste do Pará, o HGT se transformou num monstro. O histórico desse hospital é calamitoso. Se você conversar com dez pessoas pelas ruas de Tailândia pelo menos três conhecem, conheceu (pois já morreu) ou teve uma experiência trágica nesse hospital.

Já foram registradas várias negligências, a mais recente foi a moça que veio a óbito devido a uma infecção.

Pois é? O que deveria servir para curar, serve para a morte precoce de uma jovem por infecção de parto normal, nunca tinha visto isso. Morrer por infecção puerperal é completamente inadmissível nos dias de hoje.

Um hospital que pelo menos devia dar uma esperança de vida a dezenas de familiares, causa medo em quem tem que se internar nele.

Data-SUS fala em números

Mas, a quem interessa a doença e a morte? O HGT deveria ser um hospital de Alta Complexidade, com tomógrafo, UTI e banco de sangue, porém nunca foi. Hoje é um hospital de “portas abertas 24h”, com atendimento de urgência e emergência para todos os municípios da região, ou seja, vem gente doente de todos os lados.

Números do Data-SUS (*) mostram realidade do HGT

CARÁTER

PROSSEDIMENTOS CLÍNICOS

MÉDIA JAN-MAI

PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS

MÉDIA JAN-MAI

TOTAL

MÉDIA JAN-MAI

TOTAL

741

148

599

119,8

1.300

260

ELETIVA

2

0,4

 

 

2

0,4

URGÊNCIA

 

 

597

119,4

597

119,4

Fonte: Data-SUS/2018

HG2

Atualmente o HGT possui 40 leitos e segundo Nota publicada pela Assessoria do Hospital “milhares de pessoas já foram atendidos”, só que os números do Data-SUS , de janeiro a maio de 2018, dizem que o hospital geral realizou 1.300 procedimentos, ou 260 por mês.

Desses, 559 foram procedimentos cirúrgicos, onde 557 foram de Urgência, 02 Eletivas e 741 procedimentos clínicos (internação), e pela média do Data-SUS, foram realizadas na verdade na média dos cinco primeiros meses do ano de 2018, 148 (mês) internações.

Mais um detalhe, os 599 procedimentos cirúrgicos comprovam a tese que o HGT não faz mais nada além de atendimento de urgência e emergência, ou seja, faz a consulta, aplica-se injeção, medica-se, faz o curativo e manda morrer em casa.

HG3

Se não tivéssemos o Aero-Médico as coisas ficariam bem pior. Com o Helicóptero UTI, já reduzimos o número de mortos no HGT em mais de 50%. Isso é fato!

Lucro mata...

Não é só isso. Só queremos alertar a Tailândia que o HGT é um hospital do governo do Estado, administrado por uma Organização Social (Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano - INDSH), e essa organização é uma empresa, e eu nunca vi empresa não querer lucrar. A IDSH nunca investiu um centavo no HGT, só fez levar os lucros. Só que esses lucros são às custas da vida do Povo e isso não vamos deixar acontecer.

Então, gente, vamos gritar bem forte e exigir nossos direitos de saúde e dignidade?

Sinto em alertar, mas estamos muito mal de hospital.

 

(*) O Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) surgiu em 1991 com a criação da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), pelo Decreto 100 de 16.04.1991, publicado no D.O.U. de 17.04.1991 e retificado conforme publicado no D.O.U. de 19.04.1991. Na época, a Fundação passou a exercer a função de controle e processamento das contas referentes à saúde que antes era da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (DATAPREV). Foi então formalizada a criação e as competências do DATASUS, que tem como responsabilidade prover os órgãos do SUS de sistemas de informação e suporte de informática, necessários ao processo de planejamento, operação e controle.      

Para não lhe enrolarem fizemos um glossário do nome dos procedimentos realizados no HGT, aproveite e veja o que tem e o que não tem no hospital.

BAIXA COMPLEXIDADE

Quais os procedimentos da Baixa complexidade: consultas; eletrocardiograma; citologia oncótica; colposcopia; fluxo vaginal; raio-x simples (não contrastado); exames laboratoriais (exceto imunologia e hormônios); tonometria; motilidade; etc. Para esses procedimentos, o prazo de carência é de 60 dias.

MÉDIA COMPLEXIDADE

São ações e serviços de saúde que visam atender aos principais problemas e agravos de saúde da população, realizados em ambiente ambulatorial ou hospitalar, que exigem a utilização de equipamentos e profissionais especializados e a utilização de recursos tecnológicos para o apoio diagnóstico e tratamento. Está integrada à Atenção Básica através de um sistema de regulação.

ALTA COMPLEXIDADE

Conjunto de procedimentos que, no contexto do SUS, envolve alta tecnologia e alto custo, objetivando propiciar à população acesso a serviços qualificados, integrando-os aos demais níveis de atenção à saúde (atenção básica e de média complexidade).

ELETIVAS

Cirurgia Eletiva é aquela em que se consegue escolher a melhor data para se realizar o procedimento cirúrgico. Geralmente ela é realizada após diversos exames, que são feitos para obter as melhores condições de saúde de saúde do paciente.

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

É considerada uma emergência quando o paciente corre risco de vida. Por isso, em algumas ambulâncias ainda há “emergência” escrita ao contrário e não “urgência”.

SITUAÇÃO DE URGÊNCIA

É considerado um quadro de urgência quando o paciente apresenta um quadro grave e exige uma intervenção médica de imediato. Esta palavra vem do verbo “urgir” que tem sentido de “não aceita demora”.

Na medicina, ocorrências de caráter urgente necessitam de tratamento médico e muitas vezes de cirurgia, contudo, possuem um caráter menos imediatista que as situações de emergência (com risco de vida).

SALA DESTINADA A PACIENTES EM ESTADO GRAVE

Destinada para pacientes em Estado grave, que precisam aguardar a definição do diagnóstico, geralmente fica na unidade e pronto socorro e foi criada para garantir um ambiente adequado para a estabilização dos que necessitam de Cuidados Intensivos ou de transferência para a UTI.

UNIDADE DE CUIDADOS INTENSIVOS (UCI) 

é uma área onde se prestam cuidados a doentes com estado de saúde crítico ou que apresentem potencial risco, necessitando de uma vigilância contínua e intensiva.

UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVO (UTCI) 

São dotadas de sistema de monitorização contínuo, que atende pacientes em estado potencialmente grave ou com descompensação de um ou mais sistemas orgânicos. Nestes casos, um tratamento intensivo seria única solução para que o paciente tenha a capacidade de se recuperar e oferece monitoria e vigilância 24 horas em doenças de coração, como infarto, doenças respiratórias, complicações cerebrais, como um AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou então uma hipotensão arterial.

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