O Ibope já perdeu sua credibilidade como Instituto de Pesquisa

Publicado por Reinaldo Araújo em 21/08/2018 às 08h31

Os "erros" nas pesquisas interferem nas campanhas, perturbam o planejamento dos partidos e bagunçam o coreto da arrecadação legal de recursos

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O Ibope (ou Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística) que já foi sinônimo de audiência, gente famosa e popular, porém nas últimas décadas tem cometidos erros inexplicáveis sobre vários processos eleitorais, principalmente mantendo uma certa parcialidade com os candidatos ou empresas que o contrata.

No Pará, após a divulgação de mais uma pesquisa relacionada às eleições para governador do Estado, em 2018, pesquisa contratada pelo Grupo Liberal, gerou reclamação de todos os candidatos, menos do beneficiado pela levantamento, o candidato Hélder Barbalho.

Não é a primeira vez que o Ibope interfere na vida política do Estado.

Na pesquisa, Helder (MDB) lidera com 43% das intenções de voto. Em outro patamar encontram-se Paulo Rocha (PT) e Marcio Miranda (DEM), sendo citados por 13% e 11% dos eleitores, respectivamente. Cleber Rabelo (PSTU) e Fernando Carneiro (PSOL) obtêm 3% das menções.

Como foi destacado por esse blogueiro que vos escreve, em pesquisa divulgada nesse final de semana pelo Instituto DOXA, Hélder teria 38,7%, Márcio Miranda, 20,4%, Paulo Rocha 12,1%, Cleber Rabelo, 3,7% e Fernando Carneiro 3,1%, votos B/N 11,5% e NS/SR 10,5%.

A divergência dos que criticam a primeira pesquisa Ibope no Pará, está nos números que contrariam a margem de erro e número de entrevistados. O Ibope entrevistou 812 eleitores no Estado, de 15 a 19 de agosto, a pesquisa do Instituto DOXA ouviu 1.896 pessoas, de 13 a 17 do mesmo mês, em todas as regiões do Estado.

Se a matemática não fosse uma ciência exata eu ficaria calado, mas...

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Em levantamento feito pelo OLHO NELES, as pesquisas feitas pelo Ibope em 2014, maior instituto de pesquisas do país, divulgadas antes do primeiro turno nos 26 Estados e no Distrito Federal divergiram da apuração, fora da margem de erro, em 17 unidades da Federação, ou 66,66%.

De acordo com levantamento, o instituto só conseguiu prever corretamente o resultado das eleições para governador em dez casos. Além disso, o Ibope também errou o resultado para presidente da República, fora da margem de erro.

O Ibope não é o único instituto de pesquisa que erra, mas a sua falta de compromisso com dados verdadeiros, interferem nas campanhas, perturbam o planejamento dos partidos e bagunçam o coreto da arrecadação legal de recursos.

É necessário que numa eventual reforma política ou eleitoral possa ser criado um disciplinamento sobre as pesquisas eleitorais, que nada tem a ver com censura à informação. Até porque é fato que a área já foi infiltrada pelo banditismo e pela pistolagem político-eleitoreira.

Mais: temo, adicionalmente, que erros ou “erros” de um instituto acabem induzindo o erro ou o “erro” de outros…

 

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