O que muda para o Brasil com as eleições nos EUA?

Publicado por Reinaldo Araujo em 14/10/2016 às 14h50

Diplomacia e economia não mudarão muito com o novo presidente norte-americano

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Esse artigo é mais um apontamento sobre a posição que o Brasil vai ter na conjuntura internacional com o processo de eleições para presidente do país mais rico e poderoso belicamente do mundo, os EUA.

Para isso buscamos em material da BBC Brasil, que entrevistou especialistas nas relações entre Brasil e Estados Unidos para saber de que forma a disputa eleitoral americana pode afetar o Brasil e os brasileiros - por exemplo, no que diz respeito à imigração e às relações comerciais.

Para a BBC Brasil, o Diretor de América Latina da Brookings Institution, um dos principais centros de debate e pesquisa em Washington, Harold Trinkunas, diz que políticos democratas tendem a ser mais abertos ao multilateralismo, o que em tese favorece as aspirações do Brasil por mais espaço em organismos e negociações internacionais.

"Essa seria uma diferença importante para o Brasil entre termos de um presidente democrata ou republicano", afirma.

Já o professor de relações internacionais da American University, Matthew Taylor diz que o partido do presidente americano não tem feito muita diferença nas relações bilaterais.

Ele diz que o republicano George W. Bush se entendia muito bem com Luiz Inácio Lula da Silva, assim como o democrata Bill Clinton mantinha uma boa relação com Fernando Henrique Cardoso.

Segundo Taylor, os laços entre Brasil e Estados Unidos tampouco deverão ser influenciados pelo debate durante a campanha eleitoral, já que os dois governos geralmente interagem dentro das estruturas burocráticas.

Para Taylor, "lamentavelmente, as campanhas americanas têm historicamente se preocupado muito pouco com o Brasil, e ainda menos com a América Latina".

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Isolamento comercial

A polarização política pode ainda adiar para 2017 a votação no Congresso americano da Parceria Transpacífica, acordo comercial entre os Estados Unidos e outros 11 países no Pacífico.

Analistas afirmam que a aprovação do acordo pode deixar o Brasil ainda mais isolado no comércio internacional. Tanto Hillary quanto Trump se disseram contra a parceria.

Para os analistas entrevistados, porém, o Brasil deverá ficar à margem da campanha presidencial principalmente por causa das crise política e econômica que atravessa.

"O Brasil hoje está totalmente ausente dos debates em Washington", diz Taylor.

Trinkunas afirma que, por causa da crise, o Brasil deixou de ter uma posição de destaque no cenário internacional, tornando menos prováveis embates entre o país e os Estados Unidos.

Em síntese, pouca coisa deverá mudar nas relações diplomáticas e comerciais com os EUA e o Brasil, e isso, com certeza se deve ao clima de crise política e econômica e o desmanche que será feito no país, caso a PEC do “Teto de Gastos” venha a ser comprovada em 2º turno de votação na Câmara e no Senado.

Uma coisa é certa: com o fim do monopólio da Petrobras no Pré-Sal, muitos investimentos norte-americanos virão para o Brasil, visando lucros e dominação do mercado do petróleo brasileiro.  

Fonte: BBC Brasil

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