OMC muda e o que sobra para a economia do Brasil?

Publicado por Reinaldo Araújo em 02/12/2018 às 10h48

Nada que desvincule o Brasil à imagem de sub-filial dos EUA e da Europa, e a pouco tempo da China.

Imagem de país que não respeita a sua biodiversidade e exportadora de matéria prima para ser beneficiada no mundo do comércio global.

OMC

A Organização Mundial do Comércio (OMC), ao aceitar as críticas dos EUA e da União Europeia, anunciou nesse sábado, dia 1º de dezembro, “a necessidade de haver uma reforma no órgão internacional”.

Segundo o texto apresentado ao final do G20, “(...) a OMC está prestes a ficar disfuncional, exatamente quando é mais necessária para cumprir seu papel de árbitra em disputas comerciais e supervisora do comércio global”, diz o documento.

A guerra comercial entre EUA X China

O texto ainda corrobora com a opinião de todos os membros da cúpula, onde aponta o comércio como uma engrenagem importante para o crescimento global, mas fez apenas uma menção de passagem aos “atuais problemas comerciais”, sem entrar em mais detalhes.

Sobre esses “problemas” referiu-se o documento diretamente à guerra comercial entre os EUA e a China.

Dessa forma, os líderes das maiores potências econômicas do mundo apoiaram uma revisão da OMC que regulamenta as disputas do comércio internacional.

Sendo o maior fórum regulamentatório de questões comerciais mundiais, a OMC assume pela primeira vez a necessidade de reformas, “(...) nós reconhecemos a contribuição que o sistema de comércio multilateral fez”, disse o comunicado. “O sistema, neste momento, não está conseguindo atingir seus objetivos e há espaço para melhoria. Nós, portanto, apoiamos as reformas necessárias à OMC para melhorar o seu funcionamento. Vamos revisar o progresso na nossa próxima cúpula”.

Países emergentes e o Brasil

Cabe saber o preço que essas mudanças vão levar no cenário comercial mundial, e quanto os países emergentes e em desenvolvimento vão pagar por isso. Sempre as questões comerciais na OMC foram tratadas como “briga de cachorro grande”, sobrando para as nações emergentes o osso ruído do protecionismo e das retaliações comerciais.

Com um atual presidente se despedindo e outro por chegar, o Brasil, ainda não tem uma definição de seu papel, ou se vai ter um papel, na política econômica internacional, a priori percebe-se que não haverá nenhuma postura a nível nacional ou internacional que o desvincule da imagem do um país de colônia econômica e sub-filial da Europa e dos EUA, e a pouco tempo da China. Imagem de país que não respeita a sua biodiversidade e exportadora de matéria prima para ser beneficiada no mundo do comércio global.

Depois de 23 anos, reformas na OMC

Enfim a Organização Mundial do Comércio (OMC) é um órgão internacional que define as regras para o comércio multilateral e plurilateral entre os países. Em funcionamento desde 1995 substituindo o GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio), a OMC é uma instituição com personalidade jurídica que surgiu com o objetivo de proporcionar e regulamentar o livre comércio entre as nações participantes, ou seja o G20.

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