Os 6 minutos que abalaram o Brasil em Davos

Publicado por Reinaldo Araújo em 23/01/2019 às 11h48

Se os magnatas de Davos queriam ouvir sobre submissão, privatizações e reformas, sairam felizes.

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O discurso de Jair Bolsonaro na abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, não conseguiu atrair a atenção internacional de forma totalmente positiva. Porém, aos que acham que se deve “torcer” para dar certo, o mais curto discurso de um presidente brasileiro à plateia do Fórum, não condiz com a realidade interna do País.


Sobre o Meia Ambiente

O presidente fez um discurso que mais parece de um ambientalista militante, enaltece os recursos naturais do Brasil, deixando de lembrar que a área como o Ministério do Meio Ambiente, demarcação de terras indígenas e a proteção das reservas florestais estão nas mãos de ruralistas e a própria extinção do IBAMA comprometem a fiscalização e a preservação da Floresta Amazônica contra o avanço do Agronegócio.

Diz Bolsonaro, em seu discurso para Davos ver, que “Somos o país que mais preserva o meio ambiente. Nenhum outro país do mundo tem tantas florestas como nós. A agricultura se faz presente em apenas 9% do nosso território e cresce graças a sua tecnologia e à competência do produtor rural. Menos de 20% do nosso solo é dedicado à pecuária. Essas commodities, em grande parte, garantem superávit em nossa balança comercial e alimentam boa parte do mundo", mas deixam milhões de esfomeados no próprio Brasil.
Segundo o discurso de Bolsonaro, "Nossa missão agora é avançar na compatibilização entre a preservação do meio ambiente e da biodiversidade com o necessário desenvolvimento econômico, lembrando que são interdependentes e indissociáveis”, no discurso o termo sustentabilidade foi pra lata de lixo.

Quanto à economia

Mais um vez dá uma "fraquejada” no discurso e mais uma vez esquece dos trabalhadores da cidade e do campo, que desenvolvem o país e seus diretos ao defender a redução da “carga tributária” e “simplificar as normas, facilitando a vida de quem deseja produzir, empreender, investir e gerar empregos”, como se a classe trabalhadora somente fosse um empecilho para o desenvolvimento econômico e social ,mas isso é coisa do PT, daí as reforma trabalhistas e da previdência para reduzir direitos.
Ainda sobre economia, o presidente Bolsonaro afirma, que “Trabalharemos pela estabilidade macroeconômica, respeitando os contratos, privatizando e equilibrando as contas públicas", pauta eterna de governos liberais para afastar os limites estabelecidos por regras, ampliando a especulação do processo produtivo e do mercado, ou seja apropriando ainda mais as riquezas nas mãos de poucos.

A questão da abertura da economia do Brasil é uma coisa séria, pois além de nosso parque industrial nacional ser moderna se comparado a outros paises da América Latina, essa abertura poderia quebrar a nossa incipiente indústria, do ponto de vista da disputa com outras empresas internacionais com tecnologia de ponta. Para Bolsonaro, “O Brasil ainda é uma economia relativamente fechada ao comércio internacional, e mudar essa condição é um dos maiores compromissos deste Governo.
Tenham certeza de que, até o final do meu mandato, nossa equipe econômica, liderada pelo ministro Paulo Guedes, nos colocará no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios”, basta saber a que custo chegaremos a esse ranking...
Por fim, sobre as relações internacionais, "(elas) serão dinamizadas pelo ministro Ernesto Araújo, implementando uma política na qual o viés ideológico deixará de existir.

Política Neo-Colonial

Para isso, buscaremos integrar o Brasil ao mundo, por meio da incorporação das melhores práticas internacionais, como aquelas que são adotadas e promovidas pela OCDE", que tem por objetivo promover políticas que visem o desenvolvimento econômico e o bem-estar social de pessoas por todo o mundo, mas o Brasil não faz parte da OCDE, que nos vem como uma estatística de meros quintal de recursos naturais e é essa a incorpração que o governo Bolsonaro nos deseja.
Por outro lado, estamos mais para “América para os americanos (do Norte)” a doutrina de James Moroe (1923), que tinha por prioridade, otimizar a política externa e ampliar a influência econômica de Washington sobre os demais países americanos.

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