PA esquece morte de ambientalista e RJ elucida execução polític

Publicado por Reinaldo Araújo em 17/03/2018 às 09h03

O próprio governo federal se empenha na elucidação da execução de Marielle Franco, no RJ, no Pará morte de sindicalista cai no esquecimento...

hy1

O líder comunitário Paulo Sérgio Almeida Nascimento, de 47 anos, foi morto a tiros na madrugada do dia 12 de março, na zona rural de Barcarena, na região metropolitana de Belém do Pará.

hy4

Denúncias de crimes ambientais

Nascimento, representante da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama), já era conhecido por denunciar crimes ambientais cometidos pela empresa norueguêsa Hydro Alunorte.

Paulo Nascimento e outros integrantes da Cainquiama questionavam as operações de empresas como a mineradora Hydro Alunorte, onde os resíduos tóxicos atingiam igarapés e rio da região. Segundo testemunhas, o líder comunitário foi alvejado por volta das 3h30, quando se levantou para ir ao banheiro, instalado fora da casa de madeira. O autor do crime fugiu pela mata e até agora as investigações não tem nenhum suspeito do assassinato ou mandante.

MP e polícia militar sabiam das ameaças às lideranças

Por sua vez, o Ministério Público paraense confirmou que, em janeiro deste ano, integrantes da associação comunitária denunciaram que estavam sendo ameaçados por policiais militares. Após a denúncia, a Promotoria de Justiça Militar solicitou à secretaria estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) que adotasse as providências necessárias para garantir a integridade e a segurança dos denunciantes, mas nada foi feito.

Caso Marielle Franco, no RJ

hy3

Por outro lado, o caso já confirmado de execução da vereadora Marielle Franco, que foi morta a tiros dentro de um carro no dia 14 de março, na cidade do Rio de Janeiro, há mais de 3.030 km de distância, já conta até com apoio nas investigações da própria Polícia Federal e empenho do governo Temer de elucidar o crime.

A rigor, ambos os casos têm semelhanças, pois Nascimento era ativista ambiental na zona rural do Pará, e Marielle liderança política urbana, no município do Rio de Janeiro; os dois casos foram de uma covardia monumental de duas referências públicas dos movimentos sociais; as duas lideranças lutavam por direitos e melhorias de vida para a população.

Silêncio sepulcral da imprensa

Bom, o que me deixa muito irritado, é que os dois casos tomaram caminhos deveras diferentes. O caso de Meirelle tomou as páginas do Globo, Folha de São Paulo, Estadão, e outros tablóides de circulação mundial, ganhou apoio institucional do próprio governo federal, adversário político do partido a qual a vereadora era filiada, PSOL, enquanto que o caso do líder comunitário paraense Paulo Sérgio Almeida Nascimento, caiu no total esquecimento, com algumas notas “ali outra acolá” da nossa imprensa Tupi.

Até mesmo os nossos blogueiros, sempre alerta, deixaram a matéria esfriar, mas morte de ativista ambiental não ganha curtidas, nem comentários é melhor deixar quieto, né?

De certo, quem gosta disso são os donos da Hydro, da Agropalma, e muitas outras empresas que vivem da destruição do Estado do Pará e da exploração do nosso povo, nesses momentos dá até saudades do “Jornal Pessoal”, do sociólogo e jornalista Lúcio Flávio Pinto, que cumpriu seu papel histórico, com um jornalismo investigativo contra os crimes ambientais no Pará.

Mas como eu disse: é melhor deixar quieto, né?

Enviar comentário

voltar para Home

left show fwB tsN b01s bsd|left tsN fwB|left show fwB tsN|bnull|||news login uppercase c05 b01 bsd|fsN fwR uppercase b01 c05 bsd|fwR c05 uppercase b01 bsd|login news fwR uppercase b01 c05 bsd|tsN fwR uppercase b01 c05 bsd|fwR c05 uppercase|content-inner||