Pra fazer cultura não precisa inventar a roda...

Publicado por Reinaldo Araujo em 26/01/2017 às 15h57

A arte vai voltar com alegria

ART

É preciso criar uma Identidade Cultural para Tailândia

Walter Benjamim, artista, historiador e filosofo alemão, uma vez disse que “uma das principais tarefas da arte sempre foi criar um interesse que ainda não conseguiu satisfazer totalmente”.

Essa reflexão nos leva a acreditar que a arte e a cultura são revolucionárias, pois a todo o tempo se transformam de tal forma que a sua definição, inquietante, não satisfaz aquele momento histórico, porque já mudou seu foco.

Então, porque usamos essa frase de Benjamim nesse momento histórico que passa Tailândia?

Pois bem, Tailândia em maio vai comemorar 28 anos de Emancipação. Temos assim, um município novo que já viveu muitas fases do seu desenvolvimento, tudo muito rápido.

Da idade da bala e do facão, ao sentimento emancipador dentro das regras democráticas, oito eleições em 28 anos, seis prefeitos. Passou por um momento de desenvolvimento econômico com o setor e a indústria madeireira, é já que tudo que é sólido se desmancha no ar, tudo mudou. E agora buscamos outro modelo de economia, não predadora e que traga benefícios para os moradores do município.

Tailândia é o retrato do nordeste e do sul do Pará, muitos nordestinos, fugidos da seca e do desemprego, ou da luta pela terra, e muitos sulistas atrás dessa mesma terra para plantar ou criar.

O perfil do povo de Tailândia  em sua maioria são negros, mulatos, mameluco, índio, branco, amarelo. Assim como a sua etnia, a sua cultura também e miscigenada.

Culinária nordestina, do cuscuz e do bolo de milho, do churrasco gaúcho, da tapioca do Pará. Do forró ao Melody, do tacacá, do chimarrão, do açaí ao acarajé.

É preciso formar uma Cultura Tailandense. E isso só se faz com cultura e arte.

ART 2

A Praça de Esporte e Cultura iria tirar muitos jovens da marginalidade

Cultura roubada. Pega ladrão...

Essa cultura e arte abandonada pelos gestores municipais que passam em seus mandatos. Na ausência de uma identidade cultural surge o caos ou culturais alternativas desconectadas com a realidade regional, estrangeira, sem sentido.

Muitos não sabiam, mas Tailândia tinha uma Escola de Música no Bairro Novo. Muitos em Tailândia não sabiam de uma obra ao céu aberto, no bairro da Piçarreira, onde deveria existir um projeto chamado Praça de Esporte e Cultura (PEC), que fazia parte do Projeto de Aceleração da Economia (PAC), que custou para o Governo Federal mais de 2 milhões de reais, e que já vem sendo feita desde 2012.

EME

Rampa de Skate do que seria a Praça de Esporte e Cultura (PEC) - 2 milhões que estão no bolso de alguém

Projeto que teria espaço para várias atividades sócio, culturais e educativas. Que diminuiria a violência tirando as crianças da rua para aprender música, artes marciais, capoeira, aprender com cursos profissionalizantes. Tudo jogado no bolso de alguém despreocupado com a identidade cultural do povo de Tailândia. Ladrões.

Ladrões do suor, das almas de um povo, das crianças, dos velhinhos. Simplesmente ladrões.

E agora, poderemos voltar e trazer a alegria para o rosto de nosso povo. Como diria a máxima: tentam destruir o jardim, mas a primavera nunca deixará de chegar. Ela chega...

Espero que o prefeito Macarrão dê espaço a Cultura e a Arte de nosso povo tão talentoso na arte de viver...

 

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