Querem acabar com a EJA de Tailândia - Educação de Jovens e Adultos

Publicado por REINALDO em 22/12/2015 às 17h54

EJA TAILÂNDIA

Educação de jovens e adultos (EJA) é a modalidade de ensino nas etapas dos ensinos fundamental e médio da rede escolar pública brasileira e adotada por algumas redes particulares que recebe os jovens e adultos que não completaram os anos da educação básica em idade apropriada por qualquer motivo (entre os quais é frequente a menção da necessidade de trabalho e participação na renda familiar desde a infância).

A ação educativa junto a adolescentes e adultos no Brasil não é nova. Sabe-se que já no período colonial os religiosos exerciam sua ação educativa missionária em grande parte com adultos. No campo dos direitos legais, a primeira Constituição brasileira, de 1824, firmou, sob forte influência européia, a garantia de uma "instrução primária e gratuita para todos os cidadãos", portanto também para os adultos.

Nos dias de hoje, a Educação de Jovens e Adultos é regulamentado pelo artigo 37 da Lei de Diretrizes e Bases da educação (a LDB, ou lei nº 9394. de 20 de Dezembro de1996). É um dos segmentos da educação básica que recebem repasse de verbas do Fundeb. No início dos anos 90, o segmento da EJA passou a incluir também as classes de alfabetização inicial.

No Brasil, o campo consolidou-se com influência das ideias do educador Paulo Freire e em forte relação com o movimento de educação popular. O professor paranaense Anísio Alves da Silva é considerado o pioneiro nesta modalidade de ensino, pois no início de década de 1960, no antigo miniginásio (atual Liceu Mário de Andrade, em Londrina), implantou um curso rápido e preparatório para o Exame de Madureza e a ideia foi ampliada para o ensino geral de pessoas que tinham desistido do ensino regular.

Em 2014, segundo dados da Unesco, no Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, o Brasil tem 13,9 milhões de analfabetos adultos e o País está entre os dez que concentram a maior parte (72%, no total) do número de analfabetos adultos do mundo, que é de 774 milhões, junto com Índia, China, Paquistão, Bangladesh, Nigéria, Etiópia e Egito.

Em Tailândia, como sempre, seus dirigentes na contramão dos avanços da Educação, querem interromper o Programa, fechando o EJA, principalmente nas escolas periféricas do município. A primeira a ser atingida foi a Escola José Alfredo, no Bairro de Fátima, que também atende os alunos-moradores do Bairro da Piçarreira. A outra Escola na mira da SEMED é a Escola Edvar Frota, na Vila Macarrão. O que chama atenção é que as duas escolas ficam exatamente em bairros com grande concentração populacional de famílias carentes.

O principal argumento dos defensores do fechamento do Programa EJA é a evasão escolar, onde no início das aulas as turmas começam completas e ao final hà redução dos alunos.

Achamos que é uma decisão unilateral que deve ser apresentada a população os dados, propostas e as alternativas para que esse programa tão importante para o Brasil e para Tailândia não acabe. Afinal, é obrigação do órgão gestor dar as condições necessárias, transporte, espaço e educação de qualidade,

 

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