Tailândia a cada dia está perdendo a sua memória

Publicado por Reinaldo Araujo em 06/03/2017 às 11h20

Precisamos restaurar a moral, a ética e a bondade...

ÉTICA

O velho e o novo...

Costumo dizer que a humanidade está em crise. E dessa crise surgem os problemas sociais, a violência, a falta de ética e a corrupção. Principais valores como a moral e a honestidade são deixados de lado porque existe uma crise ética da humanidade que ainda não compreendeu novos valores, como a bondade e o amor ao próximo. Essa humanidade está presa a uma ótica medieval, que não a deixa avançar pelo rancor, o ódio e pela ganância.

Antônio Gramsci, pensador italiano, disse que a “crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparecem”. E ele está certo...

O patrimônio cultural está indo junto...

Tailândia completará em 10 de maio 29 anos de emancipação político-administrativa. Isso se deu em 1988, mais a região já existia, inclusive a própria história nos remete a 03 de junho de 1978, quando foi criada a Vila Agrícola de Tailândia, ligada ao Acará.

Muita gente já vivia no município, como seu Pedro do Sindicato, Sebastião Mineiro, seu Ademar Farias, Detinho, Dona Maria de Lourdes, Agostinho Della Santa, Luis Medeiros, outros que vieram trabalhar, como Claudemir, que faleceu recentemente, entre muitos outros, que também já nos deixaram e que ainda estão vivos. É inegável a importância de todos que chegaram em Tailândia e dela fizeram a sua casa, construíram família e desenvolvimento.

ética

Dona Lourdes

Infelizmente os pioneiros, os primeiros colonos de Tailândia, aos poucos estão nos deixando e isso é um problemas. Independente da forma que esses senhores e senhoras serão lembrados, eles representam um elo com o passado, são as testemunhas vivas dos acontecimentos do município e estão sendo levados e consigo um pouco da história.

E mais ainda. O patrimônio cultural desses pioneiros vão juntos. As festas, as tradições, a cultura, que se não tiverem continuidade, esvaziará mais ainda a identidade dos tailandenses. Isso deve ser uma preocupação.

Estamos às vésperas de uma nova fronteira econômica, a afirmação de uma nova geração que se levanta para a sociedade e para o mercado de trabalho. Jovens com a faixa etária entre 16 e 30 anos, netos dos primeiros a chegarem em Tailândia, e me diga: qual a referência que eles terão? Alguém pode responder: “a educação dada pelos seus pais...”.

O que sabemos é que o velho está se encerrando e novo ainda não está bem definido. Porém, o novo que surgirá será essencialmente velho, mas que deve buscar novos laços culturais e éticos voltados para o desenvolvimento social, honestidade e ética. 

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