Violência no Campo: sem política, conflitos provocam nova baixa

Publicado por Reinaldo Araújo em 12/06/2019 às 08h06

Mais um assassinato anunciado de liderança de movimentos do campo se concretiza no sudeste do Pará. O líder sindicalista Carlos Cabral Pereira, foi morto atingido por três tiros nesta terça-feira (11/06)

CANUTO

Segundo Informações obtidas no site Ver o Fato, “Carlos Cabral sofreu uma atentado a balas quando estava nas proximidades da casa onde o mesmo residia no Bairro Planalto, cidade de Rio Maria, sul do Pará. Cabral é ex-genro do também sindicalista João Canuto, assassinado na década de 80. Cabral havia sobrevivido a um atentado na mesma época quando foram assassinados os irmãos Paulo e José Canuto, parentes de Cabral.

A vítima estava em uma moto a caminho de casa quando foi abordada por dois homens que estavam em outra motocicleta, segundo a Polícia. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital Municipal de Rio Maria, mas não resistiu aos ferimentos.

Carlos Pereira era presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Rio Maria (STTR) e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras (CTB) do Pará.

De acordo com o delegado Carlos Silva, o sindicalista sofria ameaças de morte. Equipes da Delegacia de Rio Maria e da Delegacia de Conflitos Agrários de Redenção iniciaram buscas para tentar prender os responsáveis pelo crime.

Esse assassinato é reflexo da ausência de uma política de Estado de combate a violência no campo, que somente aumenta os índices de mortes de líderes de trabalhadores rurais e ambientalistas. Não dá para criar uma “vitrine trincada” na região metropolitana de Belém, enquanto o resto do Pará se resume a armas, mortes e sangue.

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